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sábado, 6 de março de 2010

Sócrates e Teixeira dos Santos: confirma-se a clivagem

Já começava a quase duvidar do meu faro para detectar clivagens políticas. Ter-me-ia enganado quando pensei que o PM e o Ministro das Finanças tinham visões diferentes sobre a aplicação da Lei das Finanças Regionais depois da catástrofe da Madeira? É que não consegui detectar qualquer referência ao evidente desajuste entre os dois governantes em qualquer órgão de comunicação. Mas, apesar dos meus fracos conhecimentos dos meandros da política, a minha dúvida não passou do "quase"; continuei a confiar mais em mim do que nos media. Pelos vistos fiz bem:
Hoje, tive o prazer de ver no Sol de ontem a confirmação da minha tese. A notícia, ou melhor, o comentário, vem na secção Sol... e sombra:
«Teixeira dos Santos» [na sub-secção "sombra"]
Quando Sócrates e dirigentes do PS já haviam assumido meter na gaveta a polémica lei das Finanças Regionais, devido à calamidade que atingiu a Madeira, veio reacender a discussão sobre o tema e garantir que não o retirava de cima da mesa. Um inexplicável passo em falso que acabou com Sócrates a tirar-lhe o tapete e a desautorizá-lo. O peso político do ministro das Finanças vai desaparecendo a cada dia que passa.»

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Madeira causa clivagem entre PM e Ministro das Finanças

É mais que evidente a clivagem entre o Primeiro Ministro e o Ministro das Finanças. Quando ainda há dois dias Teixeira dos Santos reafirmava em plena Assembleia da República a sua oposição à Lei das Finanças Regionais aprovada pela oposição contra a posição do Governo e do PS, Sócrates diz que, dada a situação de catástrofe na Madeira e a necessidade de acorrer com meios financeiros, nada afectará o auxílio que o Estado dará à Região Autónoma. E, para ajudar à festa, Alberto João Jardim manifesta a sua confiança na acção do Primeiro Ministro, afirma, depois da entrevista que aquele deu hoje (28 de Fevereiro) à TVI, que está absolutamente de acordo com ele, e lembra, muito a propósito, que «o Ministro das Finanças responde perante o Primeiro Ministro e perante o Parlamento», não lhe cabendo a ele, Alberto João Jardim, comentar as suas posições. Mais claro do que isto é difícil.

Aliás é evidente o enfado com que ultimamente Teixeira dos Santos responde a perguntas, seja de deputados, seja de jornalistas. Até parece que deseja ardentemente deixar o Governo, sendo apenas impedido por Sócrates, para quem a fuga daquele seria mais uma desgraça, mais um passo para o fim, mais uma tábua no caixão.