quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

TAP

O Governo decidiu não aceitar a única proposta ainda em jogo para a privatização da TAP. É daqueles temas em que, por desconhecer os meandros da questão em pormenor, confiei no juízo do Governo. Mas, apesar do desconhecimento referido, tinha opinião e esta era contrária à privatização nestas circunstâncias. Para confirmar a minha desconfiança no negócio, o candidato a comprador, Gérman Efromovich, já veio declarar que não compreendeu a exigência do Governo português em apresentar uma garantia bancária, pois só se adianta dinheiro depois do negócio fechado (Não sei se as palavras foram exactamente estas, mas foi esta a substância do que noticiaram que Efromovich declarou.). Parece uma declaração incrível para um empresário com tanta experiência. Prestar uma garantia bancária não é adiantar dinheiro. Claro que tem o seu custo, mas é uma exigência muito comum em negócios de muito menos responsabilidade e dimensão.

1 comentário:

antologiadeideias disse...

Vinha no carro a caminho de casa, a ouvir isso na rádio, e a pensar precisamente o mesmo, acerca da história das garantas bancárias. Brincamos agora. A verdade ninguém a saberá, ou poderá´ter a certeza que sabe, a verdade. Mas suspeito que não ficou por aqui.