COMENTÁRIOS SOBRE ACONTECIMENTOS DO DIA A DIA E DIVAGAÇÕES SOBRE EXPERIÊNCIAS PESSOAIS
segunda-feira, 21 de abril de 2014
Nada
Não se passa absolutamente nada nem em Portugal nem no resto do mundo. Só há futebol. Perante a vitória do Benfica, tudo o resto perdeu a importância.
sexta-feira, 18 de abril de 2014
Esperança para a Ucrânia
Finalmente uma boa notícia: Acordo em Genebra sobre a situação na Ucrânia entre representantes da própria Ucrânia (Governo interino), Rússia, EUA e Europa. Ficou definido que as milícias devem ser desarmadas e têm de se retirar de edifícios oficiais ocupados. Só não foi dito (pelo menos na notícia que eu ouvi) a quem caberá a dufícil tarefa de desarmar as referidas milícias, incluindo as pró-Rússia, ou mesmo russas segundo algumas suspeitas, formadas ao que parece por pessoal fardado, sem insígnias, e que parece bem treinado e, pelo menos nalguns locais, apoiado pela população ou por parte dela. Não vejo como será possível que a polícia ou o exército ucranianos tenham facilidade em proceder ao desarme, assim como me parece que não se prevê que militares russos sejam admitidos na Ucrânia com esse fim. Restam as possibilidades de serem elementos da ONU, ou então militares da NATO ou americanos, coisa que a Rússia terá dificuldade em admitir, ou europeus. Não acredito que o acordo tenha sido obtido sem discussão do modus faciendi, mas a notícia era completamente omissa. Fica a dúvida.
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segunda-feira, 14 de abril de 2014
Escola da ditadura e escola actual
Segundo o DN, o actual director do Camões (agora já não Liceu Camões) respondeu diplomaticamente às apreciações positivas de Durão Barroso sobre a "cultura de mérito, exigência, rigor, disciplina e trabalho" que existiam no Liceu Camões no tempo em que lá estudou. O DN intitula a notícia "Durão Barroso nostálgico do ensino na ditadura". Este título é enganador e parece-me que o director do Camões errou o alvo ao sublinhar a descida drástica das taxas de analfabetismo como contraponto às qualidades apontadas. Como não conheço as declarações integrais de um e de outro, posso estar a laborar em erro ao apreciar a resposta. Mas pelos trechos transcritos é evidente que falam de coisas diferentes. É um facto que no tempo do Estado Novo, mesmo na época em que calculo que Durão Barroso frequentasse o Liceu, o analfabetismo apresentava taxas vergonhosas e que só uma minoria frequentava o ensino secundário (e o ensino superior era ainda mais minoritário). Mas esse facto não tem nada que ver com a qualidade do ensino que se ministrava já que a maioria dos analfabetos não chegara a frequentar a escola, e é mais uma consequência das circunstâncias económicas do País na época. Por outro lado, Durão Barroso não se referiu ao ensino na sua globalidade, mas sim às circusntâncias que testemunhou no seu liceu, para justificar a dádiva de parte do prémio que ganhara. Daí, acusá-lo de ser "nostálgico do ensino na ditadura" é injusto. Além disso, ou o jornalista se enganou e o comentário do actual director do Camões não era uma "resposta diplomática ao saudosismo de Barroso", mas sim uma crítica justa à situação de iletracia do tempo do Estado Novo, ou então a resposta não negava nada do que Barroso dissera e não diminuia o mérito do Liceu Camões e o seu merecimento da homenagem que Barroso lhe quiz prestar.
domingo, 13 de abril de 2014
Desfile folclórico
Hoje (Sábado 12) houve em Lisboa um bonito desfile de ranchos folclóricos, onde predominavam cantadores de cante alentejano vestidos a rigor e ceifeiras com os seus trajes tradicionais e lindos lenços multicolores. Foi bonito, mas é pena que os participantes fossem tão pouco numerosos.
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sexta-feira, 11 de abril de 2014
Salário mínimo
A Dr.ª Manuela Ferreira Leite engana-se redondamente quando afirma, como fez há poucas horas, que o aumento do salário mínimo nacional é uma medida claramente positiva com a “qual todos concordamos". Há muita gente que não concorda. Para mais, a defender a sua ideia, MFL aduziu apenas questões de justiça e dignidade, sem uma palavra para as implicações na economia - nem negativas, nem positivas - e na estabilidade das empresas. Basta ler o que muitos economistas dizem sobre estas implicações para duvidar da bondade da medida, por muito que agrade aos trabalhadores que ganhariam com o aumento. Alguns dos que pensam que ganhavam, acabariam por lamentar a perda do posto de trabalho.
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quarta-feira, 9 de abril de 2014
Democracia representativa
Há pouco, quando Vasco Lourenço reclamava na TV o facto de não o deixarem falar na Assembleia da República nas comemorações do 25 de Abril, alguém comentou a meu lado: "Mas ninguém votou neste tipo! Com que direito pensa ele que pode falar na casa da democracia?"
E ainda não sabíamos que tinha dito, numa entrev ista ao i, "Queremos usar da palavra de pleno direito, como usam os deputados e o Presidente". É mais uma prova de que muitos dos que fizeram o 25 de Abril não era a democracia que tinham em mente.
E ainda não sabíamos que tinha dito, numa entrev ista ao i, "Queremos usar da palavra de pleno direito, como usam os deputados e o Presidente". É mais uma prova de que muitos dos que fizeram o 25 de Abril não era a democracia que tinham em mente.
Más notícias precisam-se
A sanha da comunicação social em dar más notícias é tanta que procuram sempre redigir as informações de modo a realçar o pior cenário ou introduzem expressões que sugerem o pior. Mas transformar uma notícia positiva numa má notícia, não me lembro de ter acontecido... até agora. A notícia era que o FMI reviu em alta a projecção do crescimento da economia da zona euro. Foi dada do seguinte modo: "Afinal a economia portuguesa já não vai crescer mais do que a da zona euro". O crescimento português não foi revisto, só que se previa que o da zona euro fosse ligeiramente inferior e afinal parece que vão ser iguais. Mas, do modo como foi dada a notícia parece que somos nós que vamos crescer menos.
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