COMENTÁRIOS SOBRE ACONTECIMENTOS DO DIA A DIA E DIVAGAÇÕES SOBRE EXPERIÊNCIAS PESSOAIS
domingo, 25 de agosto de 2013
António Borges
Não tenho conhecimentos para avaliar a qualidade de António Borges como economista, mas sempre admirei a clareza de exposição e a lucidez de julgamento que apresentava nas suas intervenções. Estranhamente (ou talvez não), as suas declarações que mais me impressionaram positivamente foram as que levantaram mais polémica. Acompanhei com grande preocupação a sua doença, que, por falta de outra informação, só pude avaliar pela modificação física que o rosto foi apresentando. Vai fazer-nos falta.
Papéis 2
Afinal os documentos sobre os swaps das empresas públicas não foram destruídos como se tinha noticiado. Segundo notícias de hoje, apenas documentos de trabalho que "serviram de suporte às auditorias" foram objecto de destruição de acordo com as regras da IGF. A ser verdade (já duvidava um pouco de toda e quelquer notícia, mas a partir de agora duvido mesmo muito), como foi possível espalhar a notícia falsa por toda a comunicação social e manter o engano durante todo este tempo?
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documentos swaps destruição notícia falsa
sábado, 24 de agosto de 2013
Papéis
Guardo religiosamente documentos e papéis mais ou menos importantes durante pelo menos 10 anos. Quando digo "mais ou menos importantes" refiro-me a coisas tão pouco importantes como extractos de contas bancárias, recibos de água e de electricidade e coisas semelhantes. Se se trata de contratos, coisa rara aliás, guardo-os enquanto o contrato está em vigor. Claro que este conservadorismo de papéis me ocupa espaço em estantes e armários, mas sempre me sinto mais seguro. Não compreendo como um serviço público pode admitir que dossiers de documentos de negociação de contratos possam ser destruídos ao fim de apenas 3 anos, haja ou não portaria que o autorize e diga o que disser a lei: É pura e simplesmente imprudência, a não ser que seja mais grave.
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conservação arquivo de documentos
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
Dívida pública cresce
Claro que cresce. Nem era preciso dar a notícia. Enquanto o défice não for nulo, a dívida pública terá forçosamente de continuar a crescer, assim como a dívida de uma família que gaste mais do que o que ganha. Isto em termos monetários; se expressarmos a dívida em percentagem do PIB, pode não crescer, ou até descer quando o PIB aumenta mesmo havendo défices, mas, até ao 1.º trimestre deste ano, a redução contínua do PIB ainda fazia com que a dívida em percentagem do PIB crescesse ainda mais do que em valor monetário e o ligeiro aumento do PIB no 2.º trimestre não chegou para parar este crescimento.
Só é espantoso como há quem critique a enorme dívida pública e o seu crescimento e simultaneamente seja contra os cortes na despesa. (Estou seguro de que não é preciso dizer nomes.)
Só é espantoso como há quem critique a enorme dívida pública e o seu crescimento e simultaneamente seja contra os cortes na despesa. (Estou seguro de que não é preciso dizer nomes.)
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dívida pública crescimento PIB
Interregno
Por razões técnicas, vi-me impedido de escrever no meu blog durante mais dias do que o habitual. Aos meus numerosos leitores apresento as minhas desculpas.
Agora a sério: O meu computador crachou, encravou ou bloqueou, qualquer coisa assim como deixar de funcionar. Tive de recuperar o sistema. Felizmente tinha back-up mais ou menos recente de quase todos os meus ficheiros. Mas tive de reinstalar uma data de coisas, operação que ainda vai bastante atrasada, mas o fundamental já está a funcionar. Os meus numerosos leitores, que por vezes chegam à dezena (por dia), mas em ocasiões especiais, que nunca consegui saber em que se caracterizam, vão até várias dezenas e mesmo até à centena, terão, certamente tanta ou mais paciência do que os soldados da GNR que viram os seus salários serem pagos com atraso também por problemas técnicos, esses mais complicados e com consequências mais graves. Claro que podia ter recorrido a outro computador e continuar com a minha assiduidade habitual, que já não é muita, mas a preguiça não me deixou. Aqui fica o pedido de desculpas.
Agora a sério: O meu computador crachou, encravou ou bloqueou, qualquer coisa assim como deixar de funcionar. Tive de recuperar o sistema. Felizmente tinha back-up mais ou menos recente de quase todos os meus ficheiros. Mas tive de reinstalar uma data de coisas, operação que ainda vai bastante atrasada, mas o fundamental já está a funcionar. Os meus numerosos leitores, que por vezes chegam à dezena (por dia), mas em ocasiões especiais, que nunca consegui saber em que se caracterizam, vão até várias dezenas e mesmo até à centena, terão, certamente tanta ou mais paciência do que os soldados da GNR que viram os seus salários serem pagos com atraso também por problemas técnicos, esses mais complicados e com consequências mais graves. Claro que podia ter recorrido a outro computador e continuar com a minha assiduidade habitual, que já não é muita, mas a preguiça não me deixou. Aqui fica o pedido de desculpas.
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
Crise? Qual crise?
O dia televisivo do fim de semana foi pródigo em imagens e sons de festivais de Verão, festas populares, desfiles, campismo, praias e piscinas cheias, muita música, muita comida, muita alegria. Até parece que não há crise.
sábado, 17 de agosto de 2013
Mais c, menos c
Não bastava o famigerado acordo ortográfico ser um verdadeiro aborto ortográfico, parece que há quem esteja apostado em ser mais papista do que o papa. Depois dos fatos (que não são para vestir), dos contatos e doutros disparates, um jornalista, ao dissertar sobre a trágica e confusa situação no Egipto, referiu que a irmandade muçulmana está também a atacar a "igreja cota" por ser apoiante do golpe militar. Bem, se Egipto passa a Egito, porque não passar de copta a cota? Alto aí. A regra é tirar as consuantes não pronunciadas - e já é demias, como tenho defendido - e igreja copta sempre se disse e continuará a dizer-se (espero) igreja copta, pronunciando bem o p.
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acordo ortográdico igreja copta,
igreja cota
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