COMENTÁRIOS SOBRE ACONTECIMENTOS DO DIA A DIA E DIVAGAÇÕES SOBRE EXPERIÊNCIAS PESSOAIS
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Putin e o envelhecimento
Li a notícia de que Putin decidiu tomar medidas para combater o envelhecimento. Logo de repente pensei que se ia submeter a alguma terapia nova, talvez baseada em manipulação genética para contrariar o encurtamento dos telómeros ou outra coisa parecida, a fim de prolongar a sua boa forma física até idade avançada, mas logo compreendi que se tratava do envelhecimento da população, neste caso da população russa, e não do próprio. A única coisa que consegui saber, porque mais não vi e creio que nem foi por cá divulgado, foi a ideia de que cada família deverá ter pelo menos 3 filhos. Como se convencerão as famílias a este extraordinário aumento da natalidade, com que incentivos, não sei. Tanto pode ser um abono de família generoso e atribuição de habitação espaçosa como castigos cruéis a quem se atreva a ter menos filhos, ou uma mistura destas medidas. Gostaria de saber mais, pois o combate ao envelhecimento deveria ser uma prioridade em Portugal e, se as ideias de Putin forem mais razoáveis do que as apontadas, talvez pudéssemos pensar em adoptá-las.
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Putin envelhecimento 3 filhos
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
Será que o Mundo acabou e não dei por isso?
Afinal, tanto quanto me é dado ver da minha casa, o Mundo não acabou ontem como alguns previam. Já passa da meia noite e portanto o dia 12-12-12 já passou e não dei pelo fim do Mundo. Olhei pela janela, liguei a televisão, e tudo parece normal. Os que interpretaram o calendário Mais como prevendo o fim do Mundo para ontem enganaram-se. Mesmo os que defendem que os Maias não previram o fim do Mundo, mas sim o fim de um ciclo e o começo de outro também parecem não ter razão: Nada indica que estamos há minutos num ciclo diferente (talvez infelizmente). Mas ainda há uma esperança, ou melhor, uma razão para o pânico: Alguns "especialistas" nos calendários dos Maias indicam que a data não era a 12 de Dezembro, mas sim a 21. Será que vale a pena comprar prendas de Natal? Sugiro que se adiante o Natal para o dia 20; afinal o Natal é quando um homem quiser!
domingo, 9 de dezembro de 2012
Adiamento do acordo ortográfico no Brasil. E cá?
A notícia foi festejada por todos os que, como eu, pensam que o acordo ortográfico é um verdadeiro aborto ortográfico e que não deve ser aplicado. Para além de pedir para adiar para 2016 a obrigatoriedade de aplicação do acordo, o senador Cyro Miranda, membro das comissões de Educação e de Relações Exteriores, afirmou: "O acordo está muito confuso. Acredito que tanto Portugal como o Brasil vão pedir para que ele seja revisto". Ora esta é uma notícia ainda melhor do que o adiamento.
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acordo ortográfico Brasil adiamento revisão
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
De acordo
Também eu estou de acordo:
«Absolutamente de acordo
Jerónimo: ‘Ninguém peça ao PCP que deixe de ser o que é’ - Antes pelo contrário o PCP deve assumir aquilo que é: um partido comunista, estalinista, defensor de uma solução totalitária para a sociedade portuguesa. O problema é que o PCP raramente assume o que é preferindo falar da sua versão anti (anti-fascismo, anti-capitalismo, anti-liberalismo…) em vez de falar daquilo que defende: o comunismo.
Por Helena Matos»
Cada vez que vejo ou leio alguma coisa sobre o PCP e principalmente do PCP, lembro-me do que quer dizer ser comunista (desde Marx [o tal do Manifesto], passando por Lenine, Estaline, Mao e Fidel), para enquadrar e relativizar o discurso.
«Absolutamente de acordo
Jerónimo: ‘Ninguém peça ao PCP que deixe de ser o que é’ - Antes pelo contrário o PCP deve assumir aquilo que é: um partido comunista, estalinista, defensor de uma solução totalitária para a sociedade portuguesa. O problema é que o PCP raramente assume o que é preferindo falar da sua versão anti (anti-fascismo, anti-capitalismo, anti-liberalismo…) em vez de falar daquilo que defende: o comunismo.
Por Helena Matos»
Cada vez que vejo ou leio alguma coisa sobre o PCP e principalmente do PCP, lembro-me do que quer dizer ser comunista (desde Marx [o tal do Manifesto], passando por Lenine, Estaline, Mao e Fidel), para enquadrar e relativizar o discurso.
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Quem te avisa teu inimigo é
Toda a gente conhece o provérbio "Quem te avisa teu amigo é". É bem certo, mas por vezes é exactamente o contrário, por exemplo no caso de Mário Soares para com Passos Coelho. Soares aconselha Passos a ter cuidado. O conselho até pode ser bom: Num país que há bem pouco tempo assistiu ao apedrejamento durante horas da polícia em frente do Parlamento, está claro que os governantes devem ter cuidado. Para isso contam com as medidas de protecção habituais. Mas Soares engana-se ao atribuir o perigo ao «povo desesperado e, em grande parte, na miséria». Para já, creio bem que Isabel Jonet conhece muito melhor a situação do povo do que o velho governante reformado, e quando ela afirma que em Portugal não há miséria deve estar a falar do que sabe; há pobreza, mas verdadeira miséria deve ser rara e não se pode dizer que "o povo" está "em grande parte, na miséria". Quanto ao "povo desesperado", claro que numa situação de crise há desesperados, mas não é esse o estado do povo, tendo em conta que quando se diz "o povo" devemos estar a significar uma grande parte, a quase totalidade, da população. Os conselhos de Soares mais parecem, e quero bem crer que não seja essa a intenção, ameaças ou até apelo à violência. Até parece que Soares deseja no seu íntimo um levantamento popular que derrube o Governo que ela tanto acusa e que certamente detesta.
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Mário Soares avisa Passos Coelho
Miguel Angel Martinez
Vi com algum espanto, no canal EconómicoTV, passar um roda-pé onde se lia «Austeridade dá "pão para hoje e fome para amanhã"». Fiquei curioso sobre quem teria expressado uma opinião tão contrária à lógica. Recorrendo ao sítio do Económico na net verifiquei que se tratava do Sr. Miguel Angel Martinez, vice-presidente do Parlamento Europeu que proferiu esta afirmação «em Lisboa, à margem da sessão de abertura da 19.ª
edição do Fórum Lisboa, subordinada ao tema "A Estação Árabe: da Mudança
aos Desafios", uma iniciativa do Centro Norte-Sul do Conselho da
Europa, com o apoio da Aliança das Civilizações, da rede Aga Khan para o
Desenvolvimento e do Ministério dos Negócios Estrangeiros português.» Claro que quem assim falou, recorrendo a um ditado espanhol, segundo afirmou, pertence ao PSOE. É curioso comparar esta opinião com o que escreve Tavares Moreira e com o que disse Daniel Bessa, citado por Pinho Cardão. Das opiniões destes ilustres economistas conclui-se exactamente o contrário: A austeridade não dá pão hoje, infelizmente; até pode dar alguma fome hoje, mas se quisermos evitá-la, como alguns pretendem, teremos de conseguir meios de financiamento para sobreviver e para as medidas que promovem o crescimento, com o que aumentaríamos a dívida e teríamos, em vez do pão para amanhã, fome redobrada.
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domingo, 2 de dezembro de 2012
A vida deu e dá razão
Sempre me tem parecido que a comunicação social e principalmente as TVs têm quase sempre uma certa complacência para com o Parido Comunista, os seus membros e compagnons de route e as suas ideias. Posso estar enganado, mas o tempo e as palavras que dedicam às acções do PCP ultrapassam o que seria natural e expectável para a importância do Partido em termos eleitorais. Se tivesse dúvidas, o relevo dado ao Congresso em curso neste fim de semana tê-las-ia dissipado, principalmente no sábado com a transmissão em directo nos 3 canais informativos do filme de propaganda e de culto da personalidade "A Vida deu e dá razão". Sobre o carácter panfletário deste filme não ouvi uma palavra, mas ouvi "Álvaro Cunhal está a ser recordado" e "Delegados prestam homenagem ao líder histórico Álvaro Cunhal". Se bem me lembro, quando de congressos de outros partidos mais importantes, não se dá normalmente tratamento semelhante. Claro que sei que Álvaro Cunhal teve grande importância na política portuguesa recente e teve as qualidades de coerência (no erro comunista), de firmeza (no mesmo sentido) e de visão estratégica (para os respectivos fins), mas isso não justifica o endeusamento que o filme demonstra.
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