terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Exportações 2

Afinal verifico que a fonte da notícia e o próprio resumo da Lusa respondem à minha última dúvida, nomeadamente à questão do crescimento das exportações do sector da saúde em relação ao mês anterior. Segundo estas notícias, este crescimento foi de 20%, o que é muito bom. Esperemos que o sector, um dos que mais contribui para a investigação e o desenvolvimento e mais patentes internacionais possui, continue o seu esforço.

Exportações

Noticiaram hoje que as exportações na área da saúde, englobando fármacos, matérias primas farmacêuticas, equipamento médico, produtos para análises clínicas e diagnóstico e serviços, tinham pela primeira vez em 2011 alcançado o valor de 800 milhões de euros. A área da saúde contribui assim, segundo informaram, decisivamente para melhorar o nível das exportações nacionais, a seguir a outros produtos, como a cortiça e o vinho.



É sem dúvida uma boa notícia, que aprecio tanto mais porque foi a área em que trabalhei na minha vida profissional. No entanto não creio que se possa comparar com a situação da cortiça e do vinho, já que desconfio que no sector da saúde as importações ultrapassam largamente as exportações, coisa que não creio que aconteça nas outras áreas citadas para comparação. Para a notícia ser completa e se poder apreciar devidamente a situação teria sido conveniente dar informação sobre a balança externa do sector. Quanto à comparação com as exportações de outras áreas, também era bom que tivesse sido quantificada com os valores das exportações de produtos da cortiça e de vinho. Um dado sobre quanto os 800 milhões representam em percentagem das exportações totais teria sido muito útil para completar o quadro. Também teria interesse saber quanto tinha subido o valor em relação ao ano anterior ou aos últimos anos. Isso sim, seria um trabalho jornalístico completo.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Keynes e Soros

Li agora mesmo um texto exemplar no Notas Livres. Obrigatório ler.
É curioso que George Soros, na linha de Keynes, tenha hoje mesmo preconizado exactamente o contrário do defendido neste texto. É certo que Soros soube como ganhar dinheiro, mas isso não implica que saiba necessariamente a melhor maneira de combater a crise da Europa ou mesmo do Ocidente.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Nível zero

Não sei se é falta de imaginação se tentativa de descer ao nível tão baixo que assegura o aumento das audiências acéfalas, mas confrange constatar que os nossos meios de comunicação, tanto escritos como falados, têm cada vez mais tendência para encher as páginas e as emissões com picuinhices (que nem merecem a classificação de faits-divers), como se não houvesse matéria mais importante merecedora de notícia ou de comentário. Agora é a tremenda ofensa que Passos Coelho fez ao corajoso povo português acusando-o (alegadamente) de ser piegas. Quem ouviu as palavras do PM sabe bem que ele só disse "não devemos ser piegas", sem acusar ninguém, até porque, ao usar a 1.ª pessoa do plural estava-se a incluir a si próprio. Mas teremos de desculpar a comunicação social, já que o assunto até teve honra de ser debatido na AR. Na situação em que o País (e a Europa, e o Ocidente, e o Mundo) se encontra há muitos outros assuntos que mereceriam informação pormenorizada, debate, explicação e crítica, mas esta... com franqueza!

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

3 de Fevereiro foi dia histórico

e ninguém deu por isso (ou quase ninguém).

Porque é que a 1.ª ligação ferroviária semanal de mercadorias entre Portugal e a Alemanha passou despercebida (ou quase). Se não fosse o meu interesse por ler blogs ficava sem saber.

Nota: Não foi por acaso que escrevi "Fevereiro" com maiúscula. Eu cá estou com o Vasco Graça Moura.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Seguro confessa não concordar com o memorando

Fiquei absolutamente espantado com a confissão de Seguro de que não está de acordo com alguns pontos do memorando de entendimento que Portugal assinou e se comprometeu a cumprir. Não pelo facto em si, há certamente muita gente que não concorda com alguns pontos. Até no Governo pode haver quem discorde de certos pontos, e possivelmente mesmo o Primeiro-Ministro. De resto tem havido ajustamentos pontuais ao memorando. Mas declarar a discordância sem definir quais os pontos e dizer logo que afinal não se responsabiliza pelo conteúdo das normas acordadas porque não foi ele que assinou é uma absoluta inconveniência (apesar de conceder que não vai deixar de cumprir, mesmo não concordando). Todos sabemos que foi Sócrates e Teixeira dos Santos que puseram as suas assinaturas. Mas também sabemos que com essas assinaturas não comprometeram só o Governo e em consequência o partido que o suportava: comprometeram o País. Apesar de o PS ter mudado de líder continua comprometido com o que subscreveu. Para mais a concordância do PS na concretização das medidas do memorando é fundamental para dar credibilidade ao País perante a UE e perante os mercados. Declarações como a que ouvimos de Seguro só nos podem prejudicar.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Greve? Quase não se deu por ela!

Que me lembre, é a primeira greve dos transportes que quase não se notou. Para já, a não participação da CP e da Carris tornou a greve muito menos penalizante para os utentes, ou pelo menos para muitos utentes. A CGTP e Arménio Carlos devem pensar bem no significado desta menor adesão de muitos trabalhadores. Este refluxo indica uma queda na aceitação da CGTP e dos seus métodos entre os portugueses. O povo está cansado de tantas greves para tão pequenos resultados.