COMENTÁRIOS SOBRE ACONTECIMENTOS DO DIA A DIA E DIVAGAÇÕES SOBRE EXPERIÊNCIAS PESSOAIS
segunda-feira, 21 de março de 2011
Ainda o PEC IV
Muito se tem dito e escrito sobre o PEC IV e as peripécias da sua apresentação ao PR, à AR, aos partidos, à Comissão Europeia, ao BCE e da sua divulgação ao povo. Quem soube primeiro as medidas a que o nosso Governo se comprometeu? Para além da discussão bizantina sobre o dia e a hora exacta em que ocorreu a divulgação e se foi primeiro em Bruxelas ou em Lisboa, em inglês ou em português, há uma questão que ainda não vi abordada por ninguém e que me parece ter alguma importância: A versão apresentada publicamente pelo ministro Teixeira dos Santos na manhã do dia 11 é muitíssimo mais resumida do que o documento enviado para Bruxelas datado do dia 10, mas que só terá seguido e sido recebida a 11, por ventura depois da apresentação. Basta comparar as duas versões e é fácil reparar nas diferenças. O Governo não teve a sensibilidade para saber que deveria divulgar a versão portuguesa da carta enviada a Bruxelas ou um documento equivalente, por ventura mais desenvolvido, mas nunca mais resumido, antes ou pelo menos simultaneamente ao seu envio para a Comissão e o BCE, já para não falar da apresentação oficial aos órgãos de soberania PR e AR, pelo menos.
domingo, 20 de março de 2011
Líbia II
Afinal, a minha memória não ajudou: A tal cimeira Europa-África II já se realizou, mesmo na Líbia, recentemente.

«Começou na Líbia a cimeira entre a União Europeia e África. O enviado-especial da RTP a Tripoli, António Esteves Martins, acompanhou o primeiro dia. O anfitrião Kadhafi abriu a sessão com um discurso crítico, insinuando a possibilidade de a África se voltar para outros parceiros, em consequência do fracasso europeu.
2010-11-29»
Mesmo assim, mantenho a sugestão de uma nova cimeira no mesmo local mas sem os 2 cavalheiros da figura.

«Começou na Líbia a cimeira entre a União Europeia e África. O enviado-especial da RTP a Tripoli, António Esteves Martins, acompanhou o primeiro dia. O anfitrião Kadhafi abriu a sessão com um discurso crítico, insinuando a possibilidade de a África se voltar para outros parceiros, em consequência do fracasso europeu.2010-11-29»
Mesmo assim, mantenho a sugestão de uma nova cimeira no mesmo local mas sem os 2 cavalheiros da figura.
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Líbia
Quem se lembrará desta notícia do Público de 2007.12.09?
«A Líbia propôs organizar a próxima cimeira União Europeia-África, anunciou hoje em Lisboa o primeiro-ministro José Sócrates, no seu discurso de encerramento da II Cimeira UE-África.»

Eu não tenho tão boa memória que me lembrasse deste anúncio sem ajuda, mas por sorte caí em cima desta notícia ao fazer uma busca na net. Não sei porquê, mas desconfio que é melhor escolher outra localização para a próxima cimeira. E daí, talvez não, pode ser mesmo apropriado fazê-la numa Líbia renovada e sem Khadafi (e, já agora, de preferência também sem José Sócrates).
«A Líbia propôs organizar a próxima cimeira União Europeia-África, anunciou hoje em Lisboa o primeiro-ministro José Sócrates, no seu discurso de encerramento da II Cimeira UE-África.»

Eu não tenho tão boa memória que me lembrasse deste anúncio sem ajuda, mas por sorte caí em cima desta notícia ao fazer uma busca na net. Não sei porquê, mas desconfio que é melhor escolher outra localização para a próxima cimeira. E daí, talvez não, pode ser mesmo apropriado fazê-la numa Líbia renovada e sem Khadafi (e, já agora, de preferência também sem José Sócrates).
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terça-feira, 15 de março de 2011
Apostas
Um amigo meu estava convencido que, na declaração que ia fazer ontem às 20 h, Sócrates informaria que o Governo, perante a recusa da oposição em dar o seu aval às medidas “corajosas” do chamado PEC4, se iria demitir ou pelo menos apresentar uma moção de confiança, com o que transformaria a crise política potencial numa verdadeira crise política. Disse-lhe que esse comportamento não me parecia o próprio do modo de Sócrates estar na política. Parecia-me antes que o PM iria dizer que o PEC4 era fundamental para a estabilidade e que a oposição, ao estar contra estas medidas, era culpada de desencadear uma crise que afogaria o País.
Infelizmente não chegámos a apostar nem umas cervejas nem sequer a feijões. Se tivéssemos apostado, eu teria ganho. Sócrates pensa que tem o monopólio da verdade e que é o salvador do País. Não admite que tem qualquer responsabilidade na crise económica que atravessamos nem nos resultados nulos das medidas que tem preconizado de 15 em 15 dias na tentativa vã fazer baixar as taxas de juro dos nossos créditos. A culpa é sempre da ganância dos especuladores, da sede de poder da oposição e em geral dos outros, nunca dele próprio e das suas políticas. Verdadeiramente, não há pior cego do que aquele que não quer ver.
Infelizmente não chegámos a apostar nem umas cervejas nem sequer a feijões. Se tivéssemos apostado, eu teria ganho. Sócrates pensa que tem o monopólio da verdade e que é o salvador do País. Não admite que tem qualquer responsabilidade na crise económica que atravessamos nem nos resultados nulos das medidas que tem preconizado de 15 em 15 dias na tentativa vã fazer baixar as taxas de juro dos nossos créditos. A culpa é sempre da ganância dos especuladores, da sede de poder da oposição e em geral dos outros, nunca dele próprio e das suas políticas. Verdadeiramente, não há pior cego do que aquele que não quer ver.
domingo, 13 de março de 2011
O que os jovens precisam é de modernidade
Leio e custa-me a acreditar, mas indo às fontes primárias acabo por crer que Sócrates disse mesmo o que se diz que disse. É o que se pode chamar uma grande compreensão pelos problemas dos jovens de hoje. Era mesmo o que mais se reclamava na manifestação do "geração à rasca" era modernidade.
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sábado, 12 de março de 2011
Sacrifícios: ultrapassado o limite?
Dois dias depois do discurso do PR em que lembrava que há limites para os sacrifícios que é possível pedir aos cidadãos comuns, eis que aparece de repente e sem aviso prévio um novo PEC imediatamente submetido a Bruxelas! Neste documento, apresentado no dia 11 de manhã pelo Ministro das Finanças numa sessão convocada na véspera à noite, anunciam-se novos sacrifícios, e não dos menores. Afinal a maravilhosa consolidação orçamental não estava a correr tão bem como o PM nos dizia ainda há poucas horas! O pacote não tinha sido discutido com os parceiros sociais nem tão pouco o PR tinha sido informado! Perante esta situação absolutamente aberrante, Passos Coelho foi claro: Apesar do entusiasmo com que as medidas foram recebidas na reunião dos ministros da eurozona, Passos Coelho declarou que o PSD não viabilizaria as medidas agora anunciadas.
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quinta-feira, 10 de março de 2011
É a guerra!
Não, não me refiro à Líbia, onde, infelizmente, também há uma guerra mortífera entre um tirano e um povo que anseia por liberdade. A guerra a que me refiro agora é a declarada entre o Presidente da República recém reeleito e o partido do Governo. O discurso de tomada de posse do PR para o segundo mandato foi sentido pelo PS como um ataque. Um discurso inesperado, mas correctíssimo, rigoroso e certeiro. Todas as críticas que ouvi de diversos quadrantes pareceram-me descabidas. A mais importante, porque adiantada logo a seguir ao discurso pelo PM, foi a que apontava como uma falha a ausência de menção da crise internacional como causa da nossa crise, já que, segundo Sócrates, crise idêntica é sentida por toda a Europa. Esta declaração vem na sequência da constante dos discursos do PM que sempre que tem de falar nas dificuldades financeiras que atravessamos faz questão de afirmar que são consequência da crise internacional.
O certo é que as reacções de diversos elementos do PS mostraram o quão desagradados ficaram com as palavras, certamente duras mas justas, do PR. Estas reacções, mais do que o discurso, mostram que o clima de guerra está instalado. Aguardam-se os próximos capítulos.
PS: Muito certeiro o postal sobre o diagnóstico feito no discurso publicado no Quarta República.
O certo é que as reacções de diversos elementos do PS mostraram o quão desagradados ficaram com as palavras, certamente duras mas justas, do PR. Estas reacções, mais do que o discurso, mostram que o clima de guerra está instalado. Aguardam-se os próximos capítulos.
PS: Muito certeiro o postal sobre o diagnóstico feito no discurso publicado no Quarta República.
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