sábado, 21 de abril de 2018

O Melro

Não me refiro ao melro de Guerra Junqueiro, mas a outro que também era negro, vibrante, luzidio. Aliás há muitos melros na minha rua e arredores. Esvoaçam, cantam e procuram comida. É raro o dia que, saindo à rua, não vejo uns tantos e não oiço o assobio de muitos mais. Dá-me prazer vê-los e ouvi-los. Mas, fugidios como são, Nunca tive oportunidade de fotografar um para prova do que afirmo. Até ontem. Armado em modelo fotográfico, este fez o possível por se pavonear, no chão e nos ramos das árvores, até que desapareceu voando para longe. Tenho gosto em partilhar o resultado da caçada.







O animal feroz volta a atacar

Foi com algum espanto que vi a ameaça de Sócrates ao Juiz Carlos Alexandre e ao Procurador Rosário Teixeira, considerando-os os principais suspeitos da divulgação criminosa de gravações em vídeo de excertos de interrogatórios. Se suspeitar de alguém e afirmá-lo em público não me parece crime, já afirmar que "por ação ou negligência eles são os autores morais dessas e das demais violações da lei" pode ser considerado como difamação se a afirmação não puder ser provada. Mais: Sócrates acusa o Juiz e o procurador de "desonestidade" na feitura da acusação do seu processo. Chamar desonesto a alguém não poderá também ser classificado como difamação? No entanto, não creio que o Juiz Carlos Alexandre ou o Procurador Rosário Teixeira queiram formular qualquer acusação nesse sentido contra Sócrates.

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Operação Marquês

Fiquei espantado e mesmo impressionado com a transmissão pela SIC, imitada pela CMTV, de excertos do interrogatório do senhor José Sócrates, chamado frequentemente por "senhor engenheiro", no âmbito da operação Marquês. É necessário ter em conta que os excertos foram escolhidos e desenquadrados da sequência do interrogatório. Mas mesmo assim o que vi suscitou-me dois tipos de dúvidas: 1) Serão assim habitualmente os interrogatórios judiciais? Mais parecia um debate do que um interrogatório. Estabeleceu-se por vezes um diálogo entre o magistrado e o arguido em que este chegou a pôr questões ao procurador, invertendo os papéis. O mais espantoso é que o procurador, em vez de cortar o diálogo, por vezes o sustentava. É certo que uma vez chegou a dizer qualquer coisa como "Eu interrogo e o senhor responde sim ou não", mas logo em seguida permitiu que o debate se restabelecesse. A agressividade de Sócrates, atitude estudada e provavelmente ensaiada, tinha evidentemente por fim cansar e desencorajar o interrogador. Sempre pensei que um interrogatório judicial tivesse outra formalidade e outra disciplina. 2) Apesar de o processo já não se encontrar em segredo de justiça, não pensei que fosse possível e fosse legítimo ter acesso a gravações e muito menos transmiti-las para o público. Segundo algumas notícias parece que tal não é legal. Espero para ver as consequências.

sábado, 14 de abril de 2018

Sexo e género

Muito pertinentes as considerações de Carlos Loureiro sobre a questão levantada pela nova lei de autodeterminação de género. Se cada um pode escolher sem mais o género que prefere, que sentido tem a obrigatoriedade dessa preferência figurar nos documentos oficiais. Tanto como o meu gosto por música clássica ou pela cor verde. Mas afinal o que os documentos oficiais, como o cartão de cidadão, registam é o sexo e não o género. O que resulta da alteração voluntária é uma mentira. O sexo é definido biologicamente e não muda apenas por um acto de vontade e um registo em documentos.

Stephen Hawking chumbado

Já era esperada a notícia de que a nota em Educação Física entraria na média da nota de candidatura ao ensino superior. Mas eu ainda tinha alguma esperança de que sobrasse um pouco de bom senso para evitar tal disparate. Mas não foi assim. Que seja requisito para alguns cursos, compreende-se. Que tenha influência na seriação de entrada em cursos como os de línguas ou de Matemática parece-me completamente aberrante. Se da consulta pública não resultar uma modificação ao diploma, vai certamente acontecer que um brilhante aluno de Física ou de Literatura, mas que falhe em saltos no plinto, seja ultrapassado por um estudante atlético mas de menor espírito científico ou jeito para as letras e perca a vaga no curso pretendido por um defeito que nada tem a ver com a carreira que pretende seguir. O exemplo de Stephen Hawking é flagrante. Não interessa que quando se candidatou e quando foi admitido à Universidade ainda não se tinha declarado a sua doença incapacitante; o que é certo é que quando se doutorou e mais tarde quando lhe foi concedida a cátedra que fora de Newton já a doença limitava gravemente a sua actividade física. Haverá certamente muitos outros exemplos que provam que a eficiência em Educação Física não tem influência nas capacidade de entrar e concluir um curso superior nem de seguir a carreira profissional para que esse curso prepara.

domingo, 8 de abril de 2018

Racismo?

Catarina Martins afirmou que "a prisão de Lula da Silva não é sobre corrupção. É um golpe da direita reaccionária, racista e fascista." Que seja um golpe é discutível, não creio que seja fascista, mas que seja racista nem dá para perceber. De que raça é Lula?

quinta-feira, 5 de abril de 2018

Poesias e canções

Num novo blog, de título "Poesias e Canções", publicarei algumas poesias e letras de canções que me marcaram ou que me agradam especialmente. Ainda há pouco que ver, mas convido quem me seguir a visitar o novo blog em poesiaseletrasdecancoes.blogspot.pt.