COMENTÁRIOS SOBRE ACONTECIMENTOS DO DIA A DIA E DIVAGAÇÕES SOBRE EXPERIÊNCIAS PESSOAIS
quinta-feira, 5 de abril de 2018
Poesias e canções
Num novo blog, de título "Poesias e Canções", publicarei algumas poesias e letras de canções que me marcaram ou que me agradam especialmente. Ainda há pouco que ver, mas convido quem me seguir a visitar o novo blog em poesiaseletrasdecancoes.blogspot.pt.
Desmascarando tentativas de engano
A carga fiscal aumenta. O Governo, pela voz de Mário Centeno tenta desmentir. Basta ler Ricardo Arroja para ter perfeita noção do engano. Arroja explica de modo a que todos possam compreender como Centeno usa argumentos enganadores para disfarçar a realidade. Conclui: "as receitas de contribuições e impostos cresceram mais do que a riqueza gerada na economia. ... Receita fiscal que, tendo passado a remunerar mais o Estado em proporção da riqueza gerada na economia, reduziu em termos relativos a remuneração globalmente atribuída ao trabalho e ao capital. A isto se chama aumentar a carga fiscal." Claríssimo,
A dívida pública aumenta. O Governo faz crer q1ue está a reduzir a dívida pública. Basta ler Pinho Cardão para verificar como nos estão a querer enganar.
E isto são só exemplos.
A dívida pública aumenta. O Governo faz crer q1ue está a reduzir a dívida pública. Basta ler Pinho Cardão para verificar como nos estão a querer enganar.
E isto são só exemplos.
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Mário Centeno
domingo, 1 de abril de 2018
; (Ponto e vírgula)
Não, não me quero referir ao sinal gramatical "ponto e vírgula" (;) usado em escrita normal para dividir frases relacionadas que não merecem ser separadas por pontos. Vou antes falar do uso em escrita numérica do ponto ou da vírgula conforme as situações. Primeiro há que lembrar que há países em que o separador decimal, que separa o algarismo das unidades da parte decimal de um número, é um ponto e que há outros países que usam, para o mesmo fim, uma vírgula. Entre os primeiros estão os países de expressão inglesa e os da maior parte da Ásia; os restantes, os da América Central e do Sul e a maioria dos países europeus continentais, usam a vírgula. Portugal integra-se nestes últimos.
O uso da vírgula como separador decimal é, em Portugal, ensinado na escola primária, no liceu ou nas escola do ensino secundário e nas universidades. Mas verifica-se que o uso do ponto é muito frequente. Tanto jornalistas como oradores das mais diversas categorias, até ministros, incluindo os das áreas que mais lidam com números, os das Finanças e da Economia, de quaisquer partidos, tanto dizem que o PIB cresceu dois vírgula sete como dizem, com a mesma cara, que foi dois ponto sete. Parece-me que até usam mais vezes o ponto que a vírgula. Porque será? Talvez influência do inglês, como também acontece na errada designação de "bilião" para o milhar de milhões. Mas não há dúvida que segundo as leis portuguesas o uso da vírgula é correcto e o do ponto está errado. Mais a mais pode usar-se um ponto para dividir os números extensos em classes de milhares, separando-os em grupos de três algarismos. Os ingleses e os outros países que usam o ponto como separador decimal usam, para este último fim, uma vírgula. Assim a utilização errada pode dar origem a erros, por vezes com consequências graves. Note-se que esta utilização quer de pontos quer de vírgulas para separar os números em grupos de três algarismos não é recomendada pela 22ª Conferência Geral de Pesos e Medidas, que indica que neste caso se deve usar apenas um intervalo. Era bom que estas normas fossem cumpridas para nos entendermos e evitar confusões.
O uso da vírgula como separador decimal é, em Portugal, ensinado na escola primária, no liceu ou nas escola do ensino secundário e nas universidades. Mas verifica-se que o uso do ponto é muito frequente. Tanto jornalistas como oradores das mais diversas categorias, até ministros, incluindo os das áreas que mais lidam com números, os das Finanças e da Economia, de quaisquer partidos, tanto dizem que o PIB cresceu dois vírgula sete como dizem, com a mesma cara, que foi dois ponto sete. Parece-me que até usam mais vezes o ponto que a vírgula. Porque será? Talvez influência do inglês, como também acontece na errada designação de "bilião" para o milhar de milhões. Mas não há dúvida que segundo as leis portuguesas o uso da vírgula é correcto e o do ponto está errado. Mais a mais pode usar-se um ponto para dividir os números extensos em classes de milhares, separando-os em grupos de três algarismos. Os ingleses e os outros países que usam o ponto como separador decimal usam, para este último fim, uma vírgula. Assim a utilização errada pode dar origem a erros, por vezes com consequências graves. Note-se que esta utilização quer de pontos quer de vírgulas para separar os números em grupos de três algarismos não é recomendada pela 22ª Conferência Geral de Pesos e Medidas, que indica que neste caso se deve usar apenas um intervalo. Era bom que estas normas fossem cumpridas para nos entendermos e evitar confusões.
sexta-feira, 16 de março de 2018
A "nossa informação" em causa?
No discurso de António Costa, substitua-se "nossa informação" por "nosso querido Primeiro-Ministro". Fica:
Um dos maiores problemas do País é a péssima qualidade do nosso querido Primeiro-Ministro, que só acorda para os problemas a meio das tragédias, esquecendo-se habitualmente do problema na hora certa de prevenir que a tragédia possa vir a acorrer.
Fica mais correcto. De facto, não cabe à "nossa informação", isto é, à comunicação social, prevenir tragédias. A sua missão é informar, ao contrário da do Governo. É certo que, quando Ministro dos Assuntos Internos, em 2006, António Costa aprovou uma legislação de limpeza das florestas, mas esqueceu-se de a fazer cumprir (e há dúvidas de que fosse eficaz em caso de ter sido cumprida). Quando Primeiro-Ministro, continuou a esquecer-se de que tal lei, supostamente de sua autoria, existisse. Só 2 anos depois, acordou, não no meio da tragédia, mas sim apenas no fim da tragédia, depois de merecidas férias e mais uns meses de tragédia em curso. Mas parece que a culpa é da "nossa informação". É preciso ter lata.
Um dos maiores problemas do País é a péssima qualidade do nosso querido Primeiro-Ministro, que só acorda para os problemas a meio das tragédias, esquecendo-se habitualmente do problema na hora certa de prevenir que a tragédia possa vir a acorrer.
Fica mais correcto. De facto, não cabe à "nossa informação", isto é, à comunicação social, prevenir tragédias. A sua missão é informar, ao contrário da do Governo. É certo que, quando Ministro dos Assuntos Internos, em 2006, António Costa aprovou uma legislação de limpeza das florestas, mas esqueceu-se de a fazer cumprir (e há dúvidas de que fosse eficaz em caso de ter sido cumprida). Quando Primeiro-Ministro, continuou a esquecer-se de que tal lei, supostamente de sua autoria, existisse. Só 2 anos depois, acordou, não no meio da tragédia, mas sim apenas no fim da tragédia, depois de merecidas férias e mais uns meses de tragédia em curso. Mas parece que a culpa é da "nossa informação". É preciso ter lata.
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terça-feira, 6 de março de 2018
40900
Alguém ainda se lembra da luta académica de 1962 a favor da autonomia da Universidade e contra o Decreto 40900? As críticas que se têm ouvido contra a contratação de Pedro Passos Coelho pelo ISCSP da UL levam a crer que já não. A esquerda contribuiu decisivamente para esta luta, desde a esquerda moderada e democrática até à esquerda comunista. E, nesse tempo, poderia considerar-se de esquerda todo aquele que estava contra a ditadura de Salazar, muitos dos quais são agora designados como de direita. O ódio que Passos Coelho suscita na actual esquerda, leva a uma verdadeira cegueira. Chega ao ridículo de afirmar que, se o PSD voltar ao poder, vamos ter novamente cortes nos salários da função pública e nas pensões, entre outras malfeitorias, como se os cortes não tivessem sido iniciados pelo PS no tempo de Sócrates e continuados porque o acordo com a troika feito pelo PS assim o exigia, como aliás exigia também a salvação das finanças do País. Se a Universidade é de opinião que a experiência governativa pode ajudar a transmitir critérios de Administração Pública, não são razões políticas que se devem sobrepor.
PS: Já depois de escrever isto, vi isto, com que concordo totalmente.
PS: Já depois de escrever isto, vi isto, com que concordo totalmente.
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Pedro Passos Coelho
sexta-feira, 2 de março de 2018
Critérios jornalísticos
Porque será que a confirmação por parte do INE de que o crescimento do PIB em 2017 foi 2,7%, reconhecimento este que não deu lugar a qualquer surpresa mas sim a inúmeras referências, mereceu uma interrogação por parte de jornalistas ao Presidente da República sobre o que pensava desse facto positivo e notável, mas, por outro lado, a notícia, conhecida no mesmo dia, dada pelo Banco de Portugal, de que a dívida pública voltou a aumentar em Janeiro (mil milhões) não teve grande eco nos meios de comunicação nem suscitou qualquer interrogação a Marcelo Rebelo de Sousa sobre o que poderia pensar deste facto negativo e detestável? Não quero acreditar que foi apenas para provocar mais um elogio do PR ao Governo de António Costa.
PS: A própria dívida pública líquida, que para mim é mais importante do que a bruta, aumentou 300 milhões.
PS: A própria dívida pública líquida, que para mim é mais importante do que a bruta, aumentou 300 milhões.
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Reconhecimento (II)
Também estou com Rodrigo Moita de Deus quando escreve no 31 da Armada: «Na sua cabeça até pode ter presidenciais esperanças para o dia em MRS se farte do lugar mas a verdade é que Passos Coelho sai de cena como o mau da fita. Mau líder da oposição. E o homem responsável pela "destruição do SNS", pelo "desinvestimento público", a "pior crise económica da democracia" e a probreza de milhares e milhares de portugueses. O pai da austeridade. O passismo tornou-se adjetivo. E o adjetivo não é um elogio. Uma narrativa da esquerda que o próprio, por omissão, deixou vingar. A política tem destas injustiças. Passos fez o que mais ninguém quis fazer - nem o PS. Assumiu responsabilidades que mais ninguém quis assumir - nem o Presidente. E, contra todas as expectativas, conseguiu. E conseguiu mesmo. O país que não tinha dinheiro para o ordenado dos funcionários públicos evitou a ruptura. O governo que não tinha condições para sobreviver mais de três meses durou um mandato inteiro e até ganhou as eleições. Ao país herdado e falido de 2011 valeu a teimosia daquele homem. Tudo o resto é conversa. E no fundo, no fundo, a Catarina, o Jerónimo e o António até sabem disso.»
PS: Não dou qualquer importância a comentários de anónimos. Até ficarei muito divertido se o Sr. Anónimo que se fartou de rir ao ler o meu artigo anterior também achar graça a este.
PS: Não dou qualquer importância a comentários de anónimos. Até ficarei muito divertido se o Sr. Anónimo que se fartou de rir ao ler o meu artigo anterior também achar graça a este.
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Pedro Passos Coelho,
reconhecimento
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