terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

3 de Fevereiro foi dia histórico

e ninguém deu por isso (ou quase ninguém).

Porque é que a 1.ª ligação ferroviária semanal de mercadorias entre Portugal e a Alemanha passou despercebida (ou quase). Se não fosse o meu interesse por ler blogs ficava sem saber.

Nota: Não foi por acaso que escrevi "Fevereiro" com maiúscula. Eu cá estou com o Vasco Graça Moura.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Seguro confessa não concordar com o memorando

Fiquei absolutamente espantado com a confissão de Seguro de que não está de acordo com alguns pontos do memorando de entendimento que Portugal assinou e se comprometeu a cumprir. Não pelo facto em si, há certamente muita gente que não concorda com alguns pontos. Até no Governo pode haver quem discorde de certos pontos, e possivelmente mesmo o Primeiro-Ministro. De resto tem havido ajustamentos pontuais ao memorando. Mas declarar a discordância sem definir quais os pontos e dizer logo que afinal não se responsabiliza pelo conteúdo das normas acordadas porque não foi ele que assinou é uma absoluta inconveniência (apesar de conceder que não vai deixar de cumprir, mesmo não concordando). Todos sabemos que foi Sócrates e Teixeira dos Santos que puseram as suas assinaturas. Mas também sabemos que com essas assinaturas não comprometeram só o Governo e em consequência o partido que o suportava: comprometeram o País. Apesar de o PS ter mudado de líder continua comprometido com o que subscreveu. Para mais a concordância do PS na concretização das medidas do memorando é fundamental para dar credibilidade ao País perante a UE e perante os mercados. Declarações como a que ouvimos de Seguro só nos podem prejudicar.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Greve? Quase não se deu por ela!

Que me lembre, é a primeira greve dos transportes que quase não se notou. Para já, a não participação da CP e da Carris tornou a greve muito menos penalizante para os utentes, ou pelo menos para muitos utentes. A CGTP e Arménio Carlos devem pensar bem no significado desta menor adesão de muitos trabalhadores. Este refluxo indica uma queda na aceitação da CGTP e dos seus métodos entre os portugueses. O povo está cansado de tantas greves para tão pequenos resultados.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

É o mercado secundário, estúpido!

É talvez exagero chamar estúpido a alguém por não distinguir entre a colocação de títulos de dívida no mercado e as transacções no mercado secundário, mas pode-se com certeza chamar ignorante. Mas é o que acontece com grande frequência nos nossos meios de comunicação. Ainda hoje, na TV (não reparei em que canal) ouvi por duas vezes dizer que, em virtude do aumento das taxas das obrigações a 10 anos, Portugal ia pagar mais pelos empréstimos. Ora isto não é verdade, a não ser pela influência que as taxas no mercado secundário podem vir a ter sobre os investidores no mercado primário. Mesmo assim é preciso ter em conta que Portugal só recorrerá ao mercado primário a longo prazo lá para o fim de 2013 ou, como muitos defendem, mais tarde ainda. Portanto Portugal pagará exactamente o mesmo, que é a taxa fixada nos cupões quando da emissão dos títulos. O facto de os títulos de dívida terem mudado de mãos e os vendedores só as terem conseguido vender a preços inferiores ao valor nominal não força Portugal a pagar mais nem nos juros nem no vencimento. As taxas estão mais alta porque são calculadas em função do valor real do título transaccionado, mas o montante a pagar pelos juros é o mesmo, só a taxa em percentagem do juro em relação ao valor da transacção é que subiu. Alguém devia explicar isto aos senhores jornalistas.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Greves e luta de classes

No Quarta República, escreveu Pinho Cardão:

«"Nós somos os explorados e eles os exploradores!"
Arménio Carlos, no Congresso da Intersindical.
Na Soflusa, eles estão em greve. A Soflusa é uma empresa pública e os donos são todos os portugueses. Muitos milhares que precisam do transporte, e até já o pagaram, são explorados com a greve. Tem toda a razão o Arménio Carlos»


Portanto eu, que nunca ando de barco, estou a explorar os pobres dos trabalhadores (ou será mais apropriado chamar-lhes proletários?) da Soflusa. Claro! Sou eu que lhes pago os ordenados. Há tempos tive uma troca de ideias com uma pessoa que afirmava que a luta de classes ainda tinha sentido. Fiquei admirado por haver quem defendesse tal ideia e não tivesse dado pelo profunda transformação da sociedade. Afinal, a acreditar no novo secretário geral da CGTP, era eu que estava enganado. Só que por vezes é muito difícil saber quem pertence a cada classe...

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Fecha a Livraria Portugal

Já me tinham dado a notícia. Fiquei triste. Agora vejo a confirmação no Quarta República. É com muita pena que recordo muitas visitas à Livraria Portugal, há mais de 50 anos com o meu pai, que sempre encontrava amigos e companheiros para conversar, depois só. De certo modo fico também triste porque me sinto também responsável. Dantes, sem automóvel e até antes do metro não me custava ir à Baixa dar uma volta pelas livrarias do Chiado. Há anos, com muito mais facilidades de deslocamento é raro ir lá. Confesso que frequento muito mais as Bertrands e as FNACS do que as velhas livrarias da Baixa. Outros farão como eu. Qualquer dia, com os livros electrónicos, muitas das que ainda conseguem manter-se não resistirão.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Vasco Graça Moura

E se a nomeação de Vasco Graça Moura para presidente da Fundação Centro Cultural de Belém não se dever à sua ligação (que não militância) ao PSD mas sim ao seu curriculum impressionante e à sua qualidade amplamente demonstrada?