COMENTÁRIOS SOBRE ACONTECIMENTOS DO DIA A DIA E DIVAGAÇÕES SOBRE EXPERIÊNCIAS PESSOAIS
sábado, 15 de outubro de 2011
Indignados
Também eu estou indignado com a crise, mas no mais divirjo completamente dos manifestantes que hoje encheram o largo em frente ao parlamento. Estou indignado por irresponsáveis nos terem metido nesta situação, mas não com as medidas para tentarmos sair dela. Sobre a manifestação de hoje, no Blasfémias, Helena Matos escreve exactamente como eu penso. Excelente post. Também li e tenho presente textos dos anos 70, dos que então não se intitulavam indignados, mas sim revolucionários. Como disse alguém, a história repete-se. Então não eram tão pacíficos, talvez porque os tempos agora não são, pelo menos em Portugal, muito favoráveis a violências. Mas imagino que há quem, mesmo não participando nas manifestações, preferisse que houvesse mais incidentes e pancadaria para poder incriminar os políticos que tanto detestam. Afinal, embora não esteja já em moda a expressão "democracia burguesa", é contra essa democracia que se viram. Só que a "democracia autêntica" que pretendem ou é uma "ditadura do proletariado" (onde existe agora proletariado?) ou qualquer coisa indefinida e indefinível.
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
OE 2012 A
Concordo com Helena Garrido. Em poucas palavras diz o necessário. E deixa-me a pensar como é possível deixar impune quem não tomou as medidas indispensáveis há um ano (ou mais), quando já alguns diziam ser tempo de arrepiar o caminho do endividamento e as medias a tomar poderiam ser muito mais leves.
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OE 2012 medidas indispensáveis
OE 2012
Se por um lado me sinto prejudicado pelo corte na pensão, pelo confisco dos subsídios de férias e de Natal e pelos aumentos de impostos, por outro lado tenho a consciência que as medidas tomadas, embora negativas pessoalmente, vão ser positivas para a recuperação do equilíbrio financeiro do País. Crescimento? Desenvolvimento? Com os défices crónicos e com a impossibilidade de financiamento nos mercados, não é ocasião para pensar nisso.
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OE 2012 corte equilíbrio financeiro
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Tempo de antena de borla

Nunca Alberto João Jardim teve tão extenso e variado tempo de antena em todos os canais como nos últimos dias. Até parece que vale a pena esconder buracos para ganhar tempo de televisão, o que dá muito jeito em vésperas de eleições regionais. Será que o Alberto João fez de propósito?
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Alberto João Jardim buraco tempo de antena
FMI
Mais vale tarde do que nunca. As notícias sobre as assembleias anuais do FMI e do Banco Mundial e sobre a reunião dos ministros das finanças, incluindo o nosso, que as precedeu apareceram hoje em vários canais portugueses e na Euronews. Eu já temia que o fim de semana e o merecido descanso dos jornalistas impedisse qualquer notícia sobre as importantes reuniões. Afinal foi só alguma lentidão das redacções que fez com que só no Domingo se noticiassem estes eventos.
domingo, 25 de setembro de 2011
FMI

Já estamos habituados à falta de informação sobre assuntos importantes, enquanto faits-divers e coisas menores são apresentados repetidamente com grande desenvolvimento. Mas por vezes há exageros completamente condenáveis. Desta vez foi a reunião do Conselho do Fundo Monetário Internacional em Washington que decorreu este sábado e se debruçou sobre a crise económica mundial e especialmente sobre o problema das dívidas soberanas. Ninguém terá a coragem de dizer que a questão não nos interessa; claro que interessa e o modo como o FMI por um lado e os governos por outro pode influenciar de modo decisivo o nosso futuro e o dos nossos filhos. No entanto não vi qualquer referência a esta reunião em qualquer canal de TV nacional e mesmo em muitos estrangeiros. Não posso afirmar que não tenha sido de todo noticiado, só sei que não consegui ver nem uma simples notícia, a não ser na Sky-News, que deu o merecido relevo à reunião e transmitiu em directo, suponho que na íntegra, embora eu tenha perdido o início, a conferência de imprensa final. Nem no nosso canal Económico, que continua a transmitir nos Sábados e Domingos repetições de programas já dados durante a semana, consegui apanhar qualquer notícia. O comunicado final dá relevo à crise dos países da zona euro e refere as decisões da reunião dos ministros das finanças de 21 de Julho, o problema de financiamento dos bancos e a necessidade de melhorar a supervisão. Quem esteja interessado pode recorrer ao sítio do FMI.
sábado, 24 de setembro de 2011
Naming in Lisbon Subway
Ainda sobre a importantíssima questão da alteração dos nomes das estações do Lisbon Subway, que aqui referi há dias a propósito dum postal do blog Lisboa-Telaviv, não resisto a transcrever a opinião de Alexandre Andrade em Um blog sobre Kleist:
«NAMING: O metropolitano de Lisboa mudou o "naming" (é assim que se diz?) da estação "Baixa-Chiado". Houve quem se revoltasse. Estou certo de que esta mudança será rapidamente assimilada pela população lisboeta, pouco interessada em polémicas estéreis. Diálogos como «Vais até ao Cais do Sodré? Não, desço já aqui na Baixa-Chiado PT Bluestore.» irão em breve tornar-se corriqueiros.
Antecipo com prazer o dia em que uma das minhas entradas sobre leituras em lugares públicos rezará assim:
«Um leitor foi avistado a ler as "Metamorforses" de Ovídio na estação Telheiras Salsichas Nobre.»
aa 22:13»
Só é pena que o exemplo dado não respeite a norma de uma palavra ou expressão em inglês. Mas também é certo que, tanto quanto me é dado saber, as Salsichas Nobre, ao contrário da PT, não usam expressões no idioma de Shakespeare excepto na latas “Hot dog” (Shakespeare que me perdoe!).
Aí está!! O exemplo do local da leitura de Ovídio poderia ser a estação Telheiras Hot Dog Nobre. Teria uma ressonância muito mais internacional.
«NAMING: O metropolitano de Lisboa mudou o "naming" (é assim que se diz?) da estação "Baixa-Chiado". Houve quem se revoltasse. Estou certo de que esta mudança será rapidamente assimilada pela população lisboeta, pouco interessada em polémicas estéreis. Diálogos como «Vais até ao Cais do Sodré? Não, desço já aqui na Baixa-Chiado PT Bluestore.» irão em breve tornar-se corriqueiros.
Antecipo com prazer o dia em que uma das minhas entradas sobre leituras em lugares públicos rezará assim:
«Um leitor foi avistado a ler as "Metamorforses" de Ovídio na estação Telheiras Salsichas Nobre.»
aa 22:13»
Só é pena que o exemplo dado não respeite a norma de uma palavra ou expressão em inglês. Mas também é certo que, tanto quanto me é dado saber, as Salsichas Nobre, ao contrário da PT, não usam expressões no idioma de Shakespeare excepto na latas “Hot dog” (Shakespeare que me perdoe!).
Aí está!! O exemplo do local da leitura de Ovídio poderia ser a estação Telheiras Hot Dog Nobre. Teria uma ressonância muito mais internacional.
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