quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Prémio Nobel da Economia para Sócrates, já!!!

Leio no Quarta República:

«Este Vieira da Silva dava um bom ministro da economia...


Actualização:

"Sei como reduzir o défice. Já o fiz."- José Socrates, Primeiro-Ministro, 2010/01/27.

Não seria curial o Primeiro-Ministro elucidar o seu ministro da economia?»

Pois então, proponha-se já Sócrates para o Nobel da Economia!

Ainda o Orçamento

Pouco posso acrescentar ao que tantos ilustres economistas tê dito a dissecar o OE até à medula, mas não quero deixar de dar a minha opinião sobre dois aspectos. O primeiro prende-se com a revelação de que afinal o défice de 2009 ascendeu a 9,3%. A subida das previsões até ao valor real foi quase logarítmica: 1,6, 2,2, 3,9, 5,9 (sucessivas previsões do governo), à roda de 8 tomando a previsão da UE como referência (intervenção do Ministro já quase no final do ano), rumores de que seria superior a esses 8, talvez 8,4 ou mesmo 8,7, e finalmente a revelação: 9,3. É difícil acreditar que o Ministro das Finanças não soubesse este valor ou a sua aproximação com antecedência. Como disse o ex-ministro Campos Cunha, a meio do ano já se pode ter uma boa aproximação do valor final. Houve uma clara camuflagem. De qualquer modo, não me parece correcto que um dado importante relativo a um ano só seja divulgado no documento de programação para o ano seguinte, mormente quando este documento, por força da tomada de posse do novo governo, só é divulgado com o ano bem entrado. O segundo aspecto tem a ver com o facto de não ser este o orçamento de viragem que se impunha. A desilusão dos economistas chamados a comentar é bem patente.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Orçamento do Estado para 2010

Ainda não é conhecido o Orçamento de Estado para 2010; só amanhã será entregue na AR e depois divulgado. Mas pelos dados já conhecidos não parece que o esforço de contenção da despesa tenha sido tão grande como desejável: se se prevê um défice de 8,3% do PIB, como consta, será muito mais difícil nos anos seguintes fazer a redução necessária. Sobre outros aspectos, esperemos para ver. Há ainda que ter em conta que normalmente os orçamentos não são cumpridos. Mesmo que a situação não seja tão calamitosa como a deste ano, em que dois orçamentos rectificativos, embora com nomes diferentes para disfarçar, vieram pôr a nu o descalabro das contas públicas, é de temer que a situação real venha a ser pior do que o previsto no orçamento.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Empenhados

Após as reuniões com os partidos políticos com assento no parlamento para discutir o Orçamento de Estado para 2010, o ministro Teixeira dos Santos disse que o Governo está empenhado em qualquer coisa (talvez seja na redução do défice ou coisa assim) e acrescentou «Estamos todos empenhados.» Ora aí está uma frase plena de sentido e da actualidade: Estamos todos empenhados. Na verdade o povo português está profundamente empenhado. Eu direi mesmo que está empenhado até às orelhas.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Surpreendente descoberta

Sócrates descobriu que para salvar a economia nacional é preciso apoiar a exportação! É tão esperto! Parece-me que nunca ninguém tinha descoberto tal coisa. Ainda bem que temos um primeiro-ministro que sabe o que é preciso para salvar o país.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Sócrates acha Ulrich irónico!!

Dificilmente poderia ser mais infeliz a reacção de Sócrates ao estudo elaborado por técnicos do BPI e apresentado ontem por Fernando Ulrich. Segundo o Público on line José Sócrates afirmou:
«É incrível que os mercados financeiros, que provocaram a crise mundial, sejam os primeiros a recriminar os estados por manterem a dívida que os ajudou a sobreviver». Mas eu ouvi ainda mais (cito de memória): «É irónico que estas críticas venham do sector financeiro que foi o responsável pela actual crise e venha agora criticar as medidas para sair da mesma crise.»

Como habitualmente Sócrates tenta matar o mensageiro quando a mensagem não lhe agrada, mas desta vez errou rotundamente o alvo: Ulrich não é o sector financeiro nem o seu porta-voz. O BPI, que eu saiba, não precisou de ajuda de qualquer estado para sobreviver à crise. As medidas tomadas pelo Estado português para ajudar o sector financeiro, pelo que se vê dos casos BPN e BPP, foram o mais ineficientes possível, mal estudadas e mal executadas, com desfechos ainda incertos e muitas vítimas inocentes. Li o estudo do BPI e não enxerguei críticas nem recriminações; vi factos e cálculos para revelar dados que o governo tenta esconder. Quanto a mim tratou-se de um serviço relevante prestado ao País e que mereceria elogios da parte do governo. As críticas de José Sócrates são um péssimo indício sobre o que tenciona fazer para lutar contra a realidade revelada no estudo.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Década, século e milénio

Na passagem do milénio foi muito discutida a questão do momento em que este se deu, de 1999 para 2000, como muita gente pensou e até comemorou, ou de 2000 para 2001, como defenderam todos os que têm em atenção que não houve ano 0 (zero), assim como não houve século 0 (zero). Pela mesma razão, ao contrário do que disse Suzana Toscano na Quarta República, não começou esta meia noite uma nova década, nem comemorámos há DEZ anos a transição do milénio (alguns comemoraram, mas enganados). A transição do milénio foi há NOVE anos e a segunda década do século XXI começará daqui a um ano.

Bom ano 2010 para todos!