Mostrar mensagens com a etiqueta referendo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta referendo. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Catalunha 2

A tensão entre o Governo espanhol e os independentistas da Catalunha tem vindo a agravar-se a ritmo alucinante. Não tenho posição nem simpatias por qualquer dos lados em confronto. Por um lado, lembro os 60 anos de domínio filipino sobre Portugal, relembro a rebelião de 1640 (refiro-me à rebelião na Catalunha) e reconheço que a nossa restauração e libertação do domínio espanhol foi, em parte, favorecida pelo facto de Filipe IV (de Espanha) ter de ocupar tropas a sufocar os catalães. Daí resulta uma certa simpatia pelos catalães com que nos sentimos um tanto irmanadas. Mas estes acontecimentos históricos já vão muito longe, e agora é difícil ajuizar se o desejo de liberdade da Catalunha faz algum sentido e se não seria melhor negociarem uma maior autonomia. Se a Espanha fosse um estado federal, com as regiões como estados de direito, talvez como os cantões suíços, poderiam ter governos próprios com mais liberdade. O certo é que tanto do lado do Governo de Espanha como dos independentistas da Catalunha tem sido dados passos que não facilitam qualquer solução negociada. E quando nos lembramos de casos com algumas semelhanças, como o do Quebec no Canadá e o da Escócia no Reino Unido, em que os referendos foram realizados com autorização dos governos centrais respectivos, é forçoso concluir que o caminho escolhido pelos catalães não é o melhor e que a reacção de Rajoy também é desastrosa.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Catalunha

Será que Rajoy não se apercebe que ao usar demasiada força, apreendendo boletins de voto e prendendo altos responsáveis catalães, pode estar a provocar uma reacção nos potenciais votantes no referendo que tenha como resultado um aumento significativo dos votos favoráveis à independência da Catalunha? Se bem que se escude na constituição, na lei e em decisões judiciais, a violência da acção da guarda às ordens de Madrid só poderá potenciar as opiniões contrárias, mesmo em cidadãos que estariam, sem esta acção, mais inclinados à abstenção ou ao voto contra.