Os órgãos de informação anunciam sem comentários que a dívida pública desceu em Novembro 1300 milhões de euros face ao mês anterior. A redução foi de 1300 milhões para um valor de 241.800 milhões. É uma notícia positiva, mas merecia um tratamento que explicasse de modo mais exacto a situação. Do lado das notícias positivas, poderiam acrescentar que já em Outubro a dívida tinha diminuído 1212 milhões. São portanto 2 meses consecutivos com a dívida pública a descer. O pior é quando comparamos com o valor de Dezembro de 2015: 231.100 milhões. Portanto, estas duas descidas vales pouco quando de Dezembro de 2015 até Novembro de 2016 houve um aumento de 10.700 milhões. Noticiar a boa notícia da descida sem a enquadrar na péssima notícia do grande aumento, é informar mal.
Para enquadrar melhor a evolução da dívida pública, basta mostrar o seguinte gráfico (que roubei a Nuno Gouveia, que o tinha, por sua vez, roubado a Jorge Costa):
Elucidativo.
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segunda-feira, 2 de janeiro de 2017
domingo, 15 de maio de 2016
Palavra dada é palavra honrada
Salvo confusão da minha parte, o PS integrou no seu programa eleitoral e António Costa prometeu pessoalmente que o horário de trabalho dos funcionários públicos seria reduzido de 40 para 35 horas semanais. Não sei se o momento em que se daria essa redução ficou absolutamente definido, mas penso que toda a gente, incluindo eu, pensou que, após o governo PS, ou, como alguns lhe chamam, de maioria de esquerda ou de geringonça, tomar posse, seria uma coisa rápida. Não que eu desejasse rapidez nesse disparate que vai ficar caro ao País, mas apesar de não o desejar não posso deixar de apontar o contraste entre o que se esperava e o que se tem vindo a tramar. Recentemente António Costa prometeu que a medida tão esperada pelos sindicatos da função pública apenas entraria em vigor a 1 de Julho. Esta declaração já suscitou protestos entre os interessados. Já vamos em quase meio ano de governação da geringonça e só agora se começam a definir as circunstâncias de redução de horário, muito diferentes do que seria de esperar. Assim: 1) A redução será faseada até 31 de Dezembro, isto é, alguns privilegiados passarão a trabalhar menos uma hora por dia enquanto colegas de outros sectores continuarão vários meses a funcionar a "um ritmo alucinante". 2) A medida não se aplicará aos funcionários que celebraram contratos individuais de trabalho, que terão de continuar a aguentar esse ritmo.
Como trabalhador que toda a vida trabalhou a um ritmo por vezes ainda superior a esse ritmo alucinante, de que vinha aliás já habituado do tempo de estudante, estou longe de ter pena dos pobres funcionários públicos, que provavelmente votaram maioritariamente PS na esperança de trabalharem menos, mas não posso deixar de notar a falta de honrar a palavra dada por parte de António Costa e do seu Governo. Porém devemo-nos congratular por o disparate não ser afinal tão gravoso para a economia nacional. Veremos o que acontece depois de 31 de Dezembro.
Como trabalhador que toda a vida trabalhou a um ritmo por vezes ainda superior a esse ritmo alucinante, de que vinha aliás já habituado do tempo de estudante, estou longe de ter pena dos pobres funcionários públicos, que provavelmente votaram maioritariamente PS na esperança de trabalharem menos, mas não posso deixar de notar a falta de honrar a palavra dada por parte de António Costa e do seu Governo. Porém devemo-nos congratular por o disparate não ser afinal tão gravoso para a economia nacional. Veremos o que acontece depois de 31 de Dezembro.
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