A nossa comunicação social é muito selectiva. Há notícias que não interessam. E não se trata do conceito de que o cão que mordeu o homem não é notícia; só vale a pena informar sobre as coisas pouco naturais, como o caso do homem que mordeu o cão. Não! A selectividade da nossa comunicação social não é deste tipo. É do tipo de informar só o que interessa que se saiba. Há um enviezamento direccional. Quando o que interessa é fazer crer que tudo vai bem, que quem está ao leme conduz bem o barco, as notícias que podem perturbar o optimismo não devem ser dadas. Pelo contrário, se o que se quer é fazer crer que tudo vai mal, aí, quanto mais se perturbar, melhor.
Só pelas considerações anteriores se pode compreender que a notícia de que a agência de notação financeira canadiana DBRS baixou a notação da Itália de A para BBB não tenha merecido ser divulgada pela nossa imprensa nem pela nossa TV, ou, se alguém a divulgou, foi de tal modo discretamente que não dei por isso nem ninguém das minhas relações habituais. Afinal a DBRS pode baixar notações! Pode-nos estragar o equilíbrio precário em que vivemos com o BCE a cuidar da nossa dívida. Mas isso pode assustar. É melhor calar.
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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017
sábado, 4 de fevereiro de 2017
Há quem goste de lixo...
Quando o PM considerou uma boa notícia que a agência Fitch tivesse mantido a notação financeira de Portugal no grau de lixo com perspectiva estável não me admirei. Quem o conhece já sabe que gosta tanto de lixo que está a fazer o possível para conservar o lixo nacional em bom estado. Para tal até negociou o apoio de partidos que têm políticas absolutamente contrárias às que o próprio partido do PM tinha até agora seguido. Portanto, se Portugal continua no lixo, é natural que António Costa fique feliz. Já me espantou que o Presidente da República tenha também considerado uma boa notícia continuarmos no lixo e não termos perspectivas para de lá sair. Por muito que a actuação e as declarações públicas de Marcelo Rebelo de Sousa me tenham sistematicamente desagradado, e cada vez mais, não esperava que ficasse contente com o lixo do País.
Se eu tivesse a minha casa cheia de lixo e me dissessem que esta situação de lixarada ainda continuava e era para ficar no futuro, nem me passa pela cabeça que ficasse resignado, muito menos feliz. Mas infelizmente há quem se sinta feliz no meio do lixo e não aspire a melhor situação.
Se eu tivesse a minha casa cheia de lixo e me dissessem que esta situação de lixarada ainda continuava e era para ficar no futuro, nem me passa pela cabeça que ficasse resignado, muito menos feliz. Mas infelizmente há quem se sinta feliz no meio do lixo e não aspire a melhor situação.
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