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terça-feira, 11 de julho de 2017

Fim de férias (e fim de fim-de-semana)

Afinal andava eu maldosamente a duvidar que o nosso querido Primeiro Ministro estivesse mesmo a gozar férias merecidas e descansadas, levantando hipóteses inverosímeis de andar desaparecido, sequestrado, doente, escondido, e eis que aparece em todo o seu esplendor. É certo que há quem lhe leve a mal não ter adiado as férias e/ou sacrificado pelo menos o fim-de-semana perante os graves acontecimentos recentes que exigiriam a presença de um chefe com poder e vontade de tomar medidas que a grave situação tornaria indispensáveis. Mas redimiu-se completamente, pois, mostrando o seu poder de comando, aos 5 minutos logo após a meia-noite de Domingo já estava ao leme despachando a exoneração dos 3 secretários de estado demissionários. Nem esperou pela manhã. Os grandes homens são assim, não demoram mais de 5 minutos a tomar as decisões importantes. Em Pedrógão Grande continuam à espera que a reconstrução comece, em Bruxelas continuam à espera que o pedido de auxílio seja apresentado, o material de guerra furtado ainda não foi localizado, os responsáveis pela descoordenação em Pedrógão e pelo desleixo na segurança dos paióis de Tancos, já para não falar dos assaltantes, continuam por identificar, mas temos o nosso Primeiro connosco.

domingo, 9 de julho de 2017

Onde está o Wally, perdão, o Costa?

Já tivemos um Primeiro Ministro que fez greve, com todo o Governo. Mas um Primeiro Ministro que desaparece ou passa à clandestinidade é a primeira vez. O nosso PM foi de férias quando o País estava em pleno rescaldo de uma tragédia e de um desastre. A tragédia de Pedrógão Grande, com numerosos mortos e feridos, está longe de estar esclarecida, não foram ainda identificadas as falhas que permitiram um resultado tão trágico, muito menos conhecidos os responsáveis e traçadas as estratégias para limitar os estragos e evitar a sua eventual repetição. O desastre de Tancos, também sem esclarecimento cabal e sem responsáveis identificados e punidos, deixou o País boquiaberto e os nossos parceiros da OTAN inquietos. Perante estes graves acontecimentos, todos os responsáveis do Estado, dos organismos relacionados com os acontecimentos e dos partidos, tiveram as suas reacções, deram a sua opinião e fizeram as perguntas que se impõem. Todos, menos António Costa. Fala o Presidente da República, fala o Ministro dos Negócios Estrangeiros, que o substituiu durante as férias, falam os dirigentes partidários, falam os comentadores, mas António Costa continua calado. O PM tem direito às suas férias, como todos os trabalhadores. Mas, tendo em conta as suas responsabilidades superiores e a especial ocasião, teria, como é normal para qualquer trabalhador, de adiar ou mesmo interromper as férias para acompanhar ou dirigir superiormente as diligências em curso. Mas ainda pior é, depois de noticiado o fim das férias e o seu regresso ao País, continuar desaparecido. É certo que logo a seguir ao fim das férias veio o fim-de-semana, que também é sagrado para os trabalhadores. É sagrado, excepto, em ocasião de crises,  para aqueles que têm responsabilidades superiores, como é o caso de um Primeiro Ministro. Mas António Costa continua sem aparer. Nem uma notícia sobre o seu paradeiro, as suas acções, nem sequer sobre as suas declarações. Ao que parece não declarou nada. O País ardeu, foi assaltado, mas o PM não tem nada a dizer e parece que nada tem a fazer. Que se passa? Estará doente, internado clandestinamente em estado grave sem poder falar? Terá sido sequestrado? Estará escondido com medo das granadas furtadas? Todas as hipóteses são válidas. Espero ansiosamente por Segunda-feira para ver se finalmente aparece. Caso contrário, teremos de iniciar buscas.


quarta-feira, 5 de julho de 2017

Só faltava gozarem connosco

Para completar o desprestígio internacional de Portugal, faltava, além dos acontecimentos em si, da má coordenação frente a uma calamidade, que se transformou em tragédia, e da falta de segurança em instalação militar, faltava, dizia eu, um artigo irónico e mesmo galhofeiro na imprensa internacional sobre o caso de Tancos, de que tive conhecimento pela referência no Delito de Opinião. O pior é que é óbvio que estamos mesmo a merecer a ironia e a galhofa. Espero que, no remanso da praia espanhola onde tenta bronzear-se, o Primeiro Ministro não leia o El País, porque poderia sofrer um choque injusto para quem goza de umas férias bem merecidas.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Regresso de férias

O nosso querido Primeiro Ministro regressou enfim das suas merecidas férias. Fez bem em não ter abreviado as férias para vir informar-se in loco das coisas que se passavam no País que tão devotadamente governa. Afinal, para quê interromper o merecido descanso por ninharias. Chegou muito a tempo de se mostrar no centro da Protecção Civil, e, além disso, anunciar que o Executivo decidiu "accionar o pré-alerta para o mecanismo europeu de protecção civil", dizer umas coisas muito gerais sobre incêndios e prometer que vai dar início à tarefa de aprofundar a reforma da floresta, para evitar que situações como a deste ano se repitam. Bem haja o Dr. António Costa que tão bem vela pela nossa segurança.