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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Afinal o optimismo irritante é contagioso

O nosso comentador oficial do Palácio de Belém criticou em tempos o optimismo irritante do Primeiro Ministro. Mas o actual Presidente da República foi contagiado por essa doença. Só assim se explica que, voltando a vestir a pele de comentador, desta vez económico, tenha revelado um grande contentamento pela desgraça de a taxa de juro implícita na nossa emissão de dívida a 7 anos de hoje ter quase duplicado em relação à de Junho último. Uma taxa a 10 anos de 3,67% seria dificilmente suportável, embora não tão má como a taxa a 10 anos no mercado secundário de hoje, que, ainda que aliviando, ficou nos 4,115%. Mas esses mesmos 3,67% a 7 anos são uma indicação de que o financiamento da nossa economia está cada vez mais difícil. Mas para Marcelo Rebelo de Sousa são um bom resultado e mostram que a política económica do Governo está correcta, pois foi como resultado desta emissão que a taxa a 10 anos hoje aliviou! Mais do que uma colagem ao Governo, o PR revela um desejo de acalmar o povo e de deixar que António Costa continue a levar o País para o abismo.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Estado de negação

A emissão de títulos de dívida de ontem revelou a dificuldade crescente que o Estado português tem para se financiar. Apesar da procura, a taxa ficou-se pelos 4,227%. Nada que preocupe o Ministro das Finanças, que atribui o considerável aumento a factores exteriores e garante que a subida de juros seja "temporária", tendo ainda esperança que a notação financeira de Portugal possa melhorar em breve. É autenticamente um estado de negação que chega a ser perigoso.