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quarta-feira, 18 de outubro de 2017
Discursos
Ontem critiquei o discurso do Primeiro Ministro. Mas hoje, depois de ouvir o discurso do Presidente da República, faria uma crítica muito mais violenta. Dois discursos totalmente diferentes, um altivo e desculpabilizante, insensível e frouxo, outro humano e dirigido às pessoas que sofreram, responsabilizante e sem receio de pedir desculpa. Se o modo de tomar as medidas e seguir as recomendações que o que se passou impõem seguir o modelo do primeiro discurso, o que é provável visto isto ser feito sob o comando do PM, temo que não seja feito o suficiente, quer no aspecto de consequências sobre os responsáveis, quer no que se refere à reformulação das estruturas e às medidas de reformas e de precauções a tomar. Se assim for, espero bem que o autor do segundo discurso tire as devidas consequências.
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quarta-feira, 4 de outubro de 2017
Dois discursos
Ontem foram proferidos e difundidos com um intervalo de apenas uma hora dois discursos extremamente importantes, um de âmbito nacional e outro estrangeiro. Este último, que foi realmente o primeiro, foi o do Rei de Espanha sobre a crise da Catalunha. O outro foi o de Pedro Passos Coelho ao declarar que não se recandidatará ao cargo de Presidente de PSD. De âmbito diferente, mas ambos marcantes sobre aspectos em foco.
No que se refere ao Rei de Espanha e à questão catalã, fiquei com a impressão que o discurso, embora em tom digno e sereno, não contribuiu em nada para ultrapassar o impasse que se vive em Espanha. Se tanto Rajoy como Puigdemont têm contribuído para extremar posições e tornar dificílimo, senão impossível, qualquer entendimento, um promovendo uma reacção violenta e desproporcionada, por muito que proclame o contrário, com base na legalidade, mas exercendo esta defesa da legalidade por meios que chocam e que só podem provocar maior resistência da outra parte, o outro usando estratagemas ilegais e procurando vantagens por meio de factos consumados sem qualquer respeito pela legalidade do estado em que a Catalunha está integrada enquanto não conseguir a independência. Mas o Rei apenas condenou o lado separatista que acusou de infidelidade. Não teve sequer uma palavra para lamentar que o enfrentamento tenha provocado feridos. É claro que o Rei não deve ter qualquer simpatia por quem quer fugir da sua tutela e se proclama republicano, mas para evitar um embate de consequências imprevisíveis poderia ter mostrado uma pequena abertura para um diálogo que poderia chegar a um entendimento que evitasse consequências mais graves.
Já no que se refere ao discurso de renúncia de Passos Coelho, talvez este tivesse tomado a decisão certa, mas deixa-me uma certa pena que possa considerar-se que cedeu à violenta campanha que tanto dos adversários políticos como do próprio partido tem sido lançada contra ele. Uma cedência poderia ser considerada como um assentimento. Mas o certo é que o discurso foi digno e no tom certo e que os argumentos apresentados continuam a mostrar que Passos Coelho tem as ideias certas e uma visão exacta do que o País necessita. Esperemos que o PSD possa, sob nova liderança, encontrar o caminho correcto para vencer e a prazo poder governar nesse caminho.
No que se refere ao Rei de Espanha e à questão catalã, fiquei com a impressão que o discurso, embora em tom digno e sereno, não contribuiu em nada para ultrapassar o impasse que se vive em Espanha. Se tanto Rajoy como Puigdemont têm contribuído para extremar posições e tornar dificílimo, senão impossível, qualquer entendimento, um promovendo uma reacção violenta e desproporcionada, por muito que proclame o contrário, com base na legalidade, mas exercendo esta defesa da legalidade por meios que chocam e que só podem provocar maior resistência da outra parte, o outro usando estratagemas ilegais e procurando vantagens por meio de factos consumados sem qualquer respeito pela legalidade do estado em que a Catalunha está integrada enquanto não conseguir a independência. Mas o Rei apenas condenou o lado separatista que acusou de infidelidade. Não teve sequer uma palavra para lamentar que o enfrentamento tenha provocado feridos. É claro que o Rei não deve ter qualquer simpatia por quem quer fugir da sua tutela e se proclama republicano, mas para evitar um embate de consequências imprevisíveis poderia ter mostrado uma pequena abertura para um diálogo que poderia chegar a um entendimento que evitasse consequências mais graves.
Já no que se refere ao discurso de renúncia de Passos Coelho, talvez este tivesse tomado a decisão certa, mas deixa-me uma certa pena que possa considerar-se que cedeu à violenta campanha que tanto dos adversários políticos como do próprio partido tem sido lançada contra ele. Uma cedência poderia ser considerada como um assentimento. Mas o certo é que o discurso foi digno e no tom certo e que os argumentos apresentados continuam a mostrar que Passos Coelho tem as ideias certas e uma visão exacta do que o País necessita. Esperemos que o PSD possa, sob nova liderança, encontrar o caminho correcto para vencer e a prazo poder governar nesse caminho.
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