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domingo, 12 de novembro de 2017
Jantar no cemitério
Considerar que o jantar de Founders no Panteão Nacional foi uma refeição festiva que decorreu num cemitério talvez seja um pouco forçado. O Panteão poderá, quando muito, ser considerado um mausoléu. Mas é de qualquer modo um local onde estão depositados os restos mortais de alguns portugueses notáveis. Nesse sentido, é assimilável a um cemitério e não parece um local adequado para jantares ou outros eventos festivos. Quando muito poderá ser apropriado para cerimónias de homenagem aos que lá repousam ou relacionadas com vultos da nossa história. Parece-me, portanto, que é de concordar com a preocupação do Primeiro Ministro ao considerar indigno o facto de entidades ligadas ao Web Summit terem lá realizado um jantar. Toda a gente se pronunciou no mesmo sentido, numa unanimidade rara, embora com intensidades, palavras e argumentos diferentes. Já não posso concordar com António Costa ao ter tentado atirar a responsabilidade da autorização do evento para o anterior Governo, no que foi secundado por outras figuras ligadas ao seu Governo. Pergunto-me quantas dessas pessoas se deram ao trabalho de ler o discutido Despacho que alegadamente permitiria o acto. É que da sua leitura fica claro que a autorização para aluguer de espaços nos monumentos que fazem parte da lista em anexo deve ser ponderada, estipulando nomeadamente que "Todas as atividades e eventos a desenvolver terão que respeitar o posicionamento associado ao prestígio histórico e cultural do espaço cedido" e que "Serão, ainda, rejeitados os pedidos que colidam com a dignidade dos Monumentos, Museus e Palácios..." O que está em jogo, portanto, é a autorização dada. Quem pode e deve ser responsabilizado é quem entendeu que não havia qualquer inconveniente em autorizar este evento em particular e também o Ministro da Cultura, que, depois de pedir explicações à DGPC, aceitou a explicação de que a autorização decorria do Despacho em questão. Ora este não obriga a autorizar, pelo contrário obriga a ponderar e dá nomeadamente a possibilidade de negar.
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terça-feira, 8 de novembro de 2016
Web Summit
Acredito que a ocorrência do Web Summit em Lisboa pode trazer vantagens para o turismo e possivelmente até para alguns empreendedores no nosso País. Mas o acontecimento está a ser demasiado holliwoodesco para o meu gosto. E o arranque mostrou algumas fragilidades, nomeadamente na impossibilidade de entrada na sala da apresentação por falta de lugares suficientes para o número de bilhetes emitidos (Pelo menos foi o que constou). Mas o que me chocou mais foi o depoimento de um participante, presente no encontro nocturno no Bairro Alto, que informou que o que procurava era possíveis clientes para a sua empresa de "cartomantes e videntes" e estava esperançado no êxito porque, afinal, toda a gente gosta de poder "conhecer o futuro". Não sei se estes profissionais usavam novas tecnologias, métodos originais e infalíveis para "conhecer o futuro", mas o que é certo é que já temos em Portugal numerosos "professores", "médiuns" e astrólogos que prometem resolver qualquer problema de negócios, amores, mau olhado, separações, etc., que farão concorrência aos cartomantes e videntes desta startup.
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