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sexta-feira, 2 de março de 2018

Critérios jornalísticos

Porque será que a confirmação por parte do INE de que o crescimento do PIB em 2017 foi 2,7%, reconhecimento este que não deu lugar a qualquer surpresa mas sim a inúmeras referências, mereceu uma interrogação por parte de jornalistas ao Presidente da República sobre o que pensava desse facto positivo e notável, mas, por outro lado, a notícia, conhecida no mesmo dia, dada pelo Banco de Portugal, de que a dívida pública voltou a aumentar em Janeiro (mil milhões) não teve grande eco nos meios de comunicação nem suscitou qualquer interrogação a Marcelo Rebelo de Sousa sobre o que poderia pensar deste facto negativo e detestável? Não quero acreditar que foi apenas para provocar mais um elogio do PR ao Governo de António Costa.

PS: A própria dívida pública líquida, que para mim é mais importante do que a bruta, aumentou 300 milhões.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Discursos

Ontem critiquei o discurso do Primeiro Ministro. Mas hoje, depois de ouvir o discurso do Presidente da República, faria uma crítica muito mais violenta. Dois discursos totalmente diferentes, um altivo e desculpabilizante, insensível e frouxo, outro humano e dirigido às pessoas que sofreram, responsabilizante e sem receio de pedir desculpa. Se o modo de tomar as medidas e seguir as recomendações que o que se passou impõem seguir o modelo do primeiro discurso, o que é provável visto isto ser feito sob o comando do PM, temo que não seja feito o suficiente, quer no aspecto de consequências sobre os responsáveis, quer no que se refere à reformulação das estruturas e às medidas de reformas e de precauções a tomar. Se assim for, espero bem que o autor do segundo discurso tire as devidas consequências.

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Há quem goste de lixo...

Quando o PM considerou uma boa notícia que a agência Fitch tivesse mantido a notação financeira de Portugal no grau de lixo com perspectiva estável não me admirei. Quem o conhece já sabe que gosta tanto de lixo que está a fazer o possível para conservar o lixo nacional em bom estado. Para tal até negociou o apoio de partidos que têm políticas absolutamente contrárias às que o próprio partido do PM tinha até agora seguido. Portanto, se Portugal continua no lixo, é natural que António Costa fique feliz. Já me espantou que o Presidente da República tenha também considerado uma boa notícia continuarmos no lixo e não termos perspectivas para de lá sair. Por muito que a actuação e as declarações públicas de Marcelo Rebelo de Sousa me tenham sistematicamente desagradado, e cada vez mais, não esperava que ficasse contente com o lixo do País.

Se eu tivesse a minha casa cheia de lixo e me dissessem que esta situação de lixarada ainda continuava e era para ficar no futuro, nem me passa pela cabeça que ficasse resignado, muito menos feliz. Mas infelizmente há quem se sinta feliz no meio do lixo e não aspire a melhor situação.

terça-feira, 29 de março de 2016

O comentador

Igual a si próprio, Marcelo Rebelo de Sousa dedicou 11 minutos a comentar o Orçamento de Estado. Também igual a si próprio, referiu as circunstâncias em que foi elaborado, a estratégia seguida, os aspectos positivos, os aspectos negativos e o que se pode seguir em consequência. É compreensível que o Presidente da República não devia dar a sua opinião sobre se considerava o Orçamento bom ou mau. Agiu pois correctamente em tecer as considerações que teceu sem dar uma valorização política própria, positiva ou negativa, ao contrário do que faria se fosse um comentador político. O que me surpreendeu é que, quando era comentador político, também dava sempre uma no cravo, outra na ferradura, sem exprimir valorizações pessoais. Referia-se à estratégia e não à bondade ou aos valores dos factos que comentava. Se acho bem esta conduta como PR, sempre a contestei como comentador e é com certa ironia que vejo continuar a si próprio no novo papel que agora representa.

segunda-feira, 14 de março de 2016

Marcelo

Depois do cansativo dia de tomada de posse do novo Presidente da República, a festa continuou, foi o Porto, foi o Palácio de Belém aberto. Não há dúvida de que foi um início de mandato fora do comum. Nada contra. Agora, quando Marcelo Rebelo de Sousa afirma que "É o momento de avançar para uma nova fase da vida portuguesa", tenho sérias dúvidas de que tenha razão. É evidente que o novo PR, ao recomendar aos portugueses que não percam a auto-estima, demonstra que ele próprio tem uma enorme auto-estima. Isso é bom, mas ao pensar que é capaz de inaugurar uma nova fase da vida portuguesa está nitidamente a exagerar. Espero que Marcelo seja um bom PR, mas não acredito que tenha a força, a habilidade e a influência na vida do País que possa dar origem a uma verdadeira nova fase.