COMENTÁRIOS SOBRE ACONTECIMENTOS DO DIA A DIA E DIVAGAÇÕES SOBRE EXPERIÊNCIAS PESSOAIS
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quinta-feira, 3 de agosto de 2017
PCP critica
O PCP criticou o Governo por este não ter reconhecido o resultado da eleição na Venezuela para a Assembleia Constituinte. E eu que estava prestes a perguntar quando é que o PS ou o Governo criticariam o PCP pela posição de apoio à táctica de Maduro. Muitas vezes as posições políticas do PCP são divulgadas no Avante, passando desapercebidas da maioria do público. Mas desta vez, as declarações do PCP, que considera o acto eleitoral uma afirmação democrática e soberana de defesa da Paz, foram amplamente divulgadas. Perante esta confissão do que significa para o PCP a democracia e a Paz, para mais Paz com maiúscula, o silêncio do PS e a continuidade da aceitação do apoio que este partido dá ao Governo comprometem seriamente o PS.
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sexta-feira, 30 de setembro de 2016
Veto, ou melhor, devolução
Como já parecia provável, Marcelo Rebelo de Sousa não promulgou o decreto que permitia a devassa dos saldos das contas dos portugueses. Não lhe quis chamar veto, mas na realidade foi um veto. Venceu o bom-senso e o sigilo bancário. De notar a proposta muito razoável do PCP de que, em vez da devassa pretendida, seria mais aceitável tornar mais fácil o acesso das autoridades, fiscais ou outras, às contas sempre que houver indícios de crime. Isto seria muito mais lógico do que tratar como se fossem suspeitos todos os portugueses que tenham contas de valor acima de um limiar qualquer. A teimosia do BE não espanta: quem tem mais de 50000 euros numa conta é rico e dos ricos é sempre de desconfiar, porque, para os bloquistas, só é possível enriquecer à custa dos pobres. Ouvi, nos programas chamados de opinião pública, opiniões incríveis sobre o assunto. Um telespectador, por exemplo, defendia a quebra do sigilo bancário com o argumento de que só 10% dos portugueses terão possibilidade económica para possuir mais de 50000 euros no banco. Como se o número diminuto de pessoas atingidas pela devassa das contas tornasse esta mais legítima. Outros são de opinião que o sigilo bancário é um factor de obscuridade que permite ilegalidades, defendendo, para evitar esse risco, o que chamam de transparência. Para absoluta transparência só falta sermos obrigados a abrir a porta das nossas casas a qualquer investigador e a mostrar a nossa correspondência e o conteúdo dos computadores. Isso sim, seria a transparência completa.
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terça-feira, 30 de agosto de 2016
Investimento
No blog Porta da Loja lamenta-se que uma declaração importante de Passos Coelho não tenha merecido a atenção da comunicação social. A declaração é: "Quem é que põe dinheiro num país dirigido por comunistas e bloquistas?"
Diz "josé" à Porta da Loja: «Nenhum jornal nacional de relevo se dignou mencionar em primeira página tal questão.
No entanto essa é uma das questões magnas na sociedade portuguesa actual, perceber a natureza do regime que temos, das contradições ideológicas que o atravessam e no final de contas compreender porque se chama geringonça a uma organização de governo com apoio parlamentar de partidos que não comungam ideologicamente dos mesmos propósitos e se encontram em campos opostos no modo de entender a sociedade e a política. A democracia não poderá funcionar sem problemas de maior se existir no seu seio quem queira acabar com a mesma, tal como é entendida na Europa ocidental.
O PCP, apesar dos aggiornamentos de décadas continua o mesmo de sempre e que levou Álvaro Cunhal a garantir a uma jornalista italiana do L´Europeo ( Oriana Fallacci) que Portugal jamais teria uma regime parlamentar semelhante ao da Europa ocidental. O PCP não mudou uma vírgula nesse entendimento ideológico de fundo; apenas de táctica, por muito que o deneguem, como aliás fizeram mentindo sobre aquele propósito declarado.
O BE, como se extrai das declarações avulsas dos seus líderes é um partido revolucionário, trotskista que se vai adaptando ás condições objectivas que encontra, oposto em muitas coisas ao PCP mas similar no desiderato: o socialismo não democrático.
Tanto o PCP como o BE são partidos de esquerda marxista com ideias muito afastadas das dos demais do espectro político no que se refere à organização económica da sociedade.»
Nem mais.
Diz "josé" à Porta da Loja: «Nenhum jornal nacional de relevo se dignou mencionar em primeira página tal questão.
No entanto essa é uma das questões magnas na sociedade portuguesa actual, perceber a natureza do regime que temos, das contradições ideológicas que o atravessam e no final de contas compreender porque se chama geringonça a uma organização de governo com apoio parlamentar de partidos que não comungam ideologicamente dos mesmos propósitos e se encontram em campos opostos no modo de entender a sociedade e a política. A democracia não poderá funcionar sem problemas de maior se existir no seu seio quem queira acabar com a mesma, tal como é entendida na Europa ocidental.
O PCP, apesar dos aggiornamentos de décadas continua o mesmo de sempre e que levou Álvaro Cunhal a garantir a uma jornalista italiana do L´Europeo ( Oriana Fallacci) que Portugal jamais teria uma regime parlamentar semelhante ao da Europa ocidental. O PCP não mudou uma vírgula nesse entendimento ideológico de fundo; apenas de táctica, por muito que o deneguem, como aliás fizeram mentindo sobre aquele propósito declarado.
O BE, como se extrai das declarações avulsas dos seus líderes é um partido revolucionário, trotskista que se vai adaptando ás condições objectivas que encontra, oposto em muitas coisas ao PCP mas similar no desiderato: o socialismo não democrático.
Tanto o PCP como o BE são partidos de esquerda marxista com ideias muito afastadas das dos demais do espectro político no que se refere à organização económica da sociedade.»
Nem mais.
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domingo, 13 de março de 2016
Grande partido
João Soares, actual Ministro da Cultura, afirma que o PCP é um grande partido do povo (ouvido em primeiro lugar na TV). Esta afirmação merece duas objecções importantes: 1) A partir de que dimensão considera João Soares que um partido é grande? Com 8,25% dos votos dos portugueses e apenas 17 deputados, em 4.º lugar, atrás do Bloco, o PCP não será um partido pequeno, mas também não pode ser considerado um grande partido. Já foi maior, mas reduzido como está, nem nas votações nem nas sondagens (7,8% na última conhecida de Eurosondagem) tem a grandeza que JS lhe quer atribuir. Mesmo reduzindo a grandeza, como JS depois esclarece, à "imensa sensibilidade para as questões da Cultura", é uma afirmação pouco exacta, já que a cultura pela qual o PCP revela sensibilidade tem um âmbito bastante limitado, reduzido ao que é útil do ponto de vista social. 2) O povo português votou maioritariamente na coligação em que o PSD era maioritário. Porque não será então o PSD o grande partido do povo? A coligação PàF, o PSD e o PS obtiveram em conjunto mais de 70% dos votos do povo. O PCP teve pouco mais do que 10% desse valor. Ou será que para JS só é povo quem vota à esquerda?
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