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segunda-feira, 4 de dezembro de 2017
Eurogrupo e austeridade
O grande equívoco que está intimamente ligado à eleição de hoje do Ministro das Finanças português Mário Centeno para o cargo de Presidente do eurogrupo foi exemplarmente posto a nu no comentário de Mariana Mortágua ao afirmar que "A pergunta que os portugueses fazem é se será Mário Centeno, por ser português e pertencer ao PS, pode fazer a diferença nesta instituição que só tem representado ataques à democracia e mais austeridade". É evidente que nem o cargo de Presidente permite provocar qualquer alteração à instituição eurogrupo, nem Centeno parece a pessoa capaz de tal feito, mesmo que tivesse mais poderes. O Presidente do eurogrupo representa os ministros das finanças dos 19 países que o constituem e, sendo seu representante e não seu chefe ou dirigente, não deve provocar alterações substanciais nos objectivos da instituição de modo a "fazer a diferença". A resposta à pergunta de MM só poderá um rotundo Não, como a própria reconhece ao acrescentar "Entendemos que prevalece a natureza da instituição". Mas o que a frase de Mariana Mortágua mostra é que para a extrema esquerda portuguesa o eurogrupo representa "ataques à democracia e mais austeridade". Custa a admitir esta visão segundo a qual o Governo que MM apoia no Parlamento acabou com a austeridade em Portugal, mas nos restantes países do eurogrupo continua a reinar austeridade por culpa das regras do mesmo eurogrupo.
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domingo, 15 de outubro de 2017
Provérbios
Há um provérbio recente, fruto de normas politicamente correctas, que reza assim: "O que sabe bem ou faz mal à saúde ou é pecado". Pois agora há que acrescentar mais uma característica das coisas que sabem bem. A nova versão do provérbio pode ser: "O que sabe bem ou faz mal à saúde ou é pecado ou tem de ser taxado".
Mas as novas versões não são só de provérbios; são também de normas fiscais. Mariana Mortágua ditou, já lá vai um ano, a regra: "a primeira coisa que temos de fazer é perder a vergonha de ir buscar a quem está a acumular dinheiro". Pois agora o PS, aparentemente sem a ajuda das pequenas do BE, criou numa nova versão: "e a segunda coisa é perder a vergonha de ir buscar dinheiro onde ele mais circula". A voracidade do Governo dará ainda para se descobrir uma terceira coisa a fazer para ir buscar dinheiro, um quarta e por aí adiante. Parece que algumas até já estão na calha.
Mas as novas versões não são só de provérbios; são também de normas fiscais. Mariana Mortágua ditou, já lá vai um ano, a regra: "a primeira coisa que temos de fazer é perder a vergonha de ir buscar a quem está a acumular dinheiro". Pois agora o PS, aparentemente sem a ajuda das pequenas do BE, criou numa nova versão: "e a segunda coisa é perder a vergonha de ir buscar dinheiro onde ele mais circula". A voracidade do Governo dará ainda para se descobrir uma terceira coisa a fazer para ir buscar dinheiro, um quarta e por aí adiante. Parece que algumas até já estão na calha.
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segunda-feira, 19 de setembro de 2016
Não guardes para amanhã o que podes gastar hoje
Ficámos a saber que, para o bloco, poupar é condenável; quem poupa e consequentemente acumula dinheiro deve ser taxado, porque não há que ter vergonha de lhe tirar o que acumulou. Se acumular dinheiro é mau, o melhor é gastar logo tudo. Assim não corremos o risco que nos virem buscar o dinheiro que acumulámos. Mariana Mortágua não tem vergonha de propor o saque de quem ganhou e guardou dinheiro sem sequer admitir que esse dinheiro acumulado é provavelmente fruto de trabalho honrado, pode servir para proporcionar uma velhice sem problemas económicos a quem o guarda (que a esperança de pensões decentes é cada vez menor), pode estar reservado para deixar aos filhos (mesmo correndo o risco de mais ano menos ano vir a pagar imposto sucessório), pode estar destinado a muitas outras despesas inesperadas ou prováveis. Não, se acumulou dinheiro, não devemos ter vergonha de o ir buscar. A frase venenosa de Mariana é um convite ao gasto e uma condenação da poupança. Não admira: quem considera que a austeridade é em si uma abominação, também acha que quem poupa deve ser punido. É gastar antes que a Mariana Mortágua o venha buscar.
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sábado, 17 de setembro de 2016
Apelo a acabar com o capitalismo
Como prémio por se ter antecipado ao Governo e à divulgação da política fiscal a incluir no Orçamento para 2017, anunciando o novo imposto sobre o património, o PS convidou Mariana Mortágua a estar presente e intervir no encontro de hoje em Coimbra. Em boa hora, pois Mariana aproveitou para apelar ao PS que combata o "capitalismo financeiro". Não ouvi ainda qualquer reacção do PS, mas prevejo que vai obedecer à ordem da deputada do BE. Espero notícias em breve. A nossa aproximação à situação da Venezuela deve sofrer uma rápida aceleração.
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